Pandorum (EUA / Alemanha, 2009) ***NOS CINEMAS***

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Dennis Quaid de “Os Cavaleiros do Apocalipse” e Ben Foster de “Os Indomáveis” são Payton e Bower respectivamente, dois astronautas que acordam numa imensa nave depois de um tempo indeterminado de hibernação. Eles não sabem quem são, para onde a nave está indo e muito menos qual a sua missão. A medida que Bower explora a nave e sua memória vêm aos pedaços, enquanto Payton fica numa “subtorre” de comando, ele descobre seres aparentemente alienígenas que tem sede de sangue, além de outros passageiros, e deve resolver o quanto antes o enigma de sua existência.

O roteiro conseguiu ter partes muito interessantes e muito medíocres ao mesmo tempo. Das coisas absurdas, temos personagens que sem habilidade pré-concebida nenhuma parecem ninjas sobre-humanos. Também há um personagem que sabe de tudo, mas que no contexto temporal seria impossível de ter ciência. E a própria explicação das criaturas, se por um lado soa vagamente coerente, por outro carece de detalhes que o espectador simplesmente vai ficar sem saber. Apenas imaginando. Não que a dubiedade não seja uma boa ferramenta narrativa, mas nesse caso poderia ser bem melhor esplanada.

Como pontos positivos, os aspectos técnicos apurados, o próprio conceito do que é Pandorum, algumas lembranças marcantes dos personagens e o destino da nave, a qual é uma das boas reviravoltas. Quaid e Foster estão no piloto automático, mas com uma história que não necessita de grandes atuações, seu desempenho é satisfatório. O que não se pode dizer dos caricatos coadjuvantes. Como já citado, os efeitos especiais são irrepreensíveis com destaque para a maquiagem das criaturas.

Pandorum” se firma como uma ficção científica mediana, mas que, com a escassez de filmes do gênero, torna-se uma boa pedida, caso o espectador lembre que está mais para ficção do que para “científica”.

[rating:2.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Dennis Quaid
Ben Foster
Cam Gigandet
Cung Le
Antje Traue
Eddie Rouse Jr.
Norman Reedus

Direção:
Christian Alvart

Produção:
Paul W.S. Anderson
Jeremy Bolt
Robert Kulzer

Fotografia:
Wedigo von Schultzendorff

Trilha Sonora:
Michl Britsch

 

4 Comments

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  • Juliano
    on

    Gostei muito da sua crítica Aldo.

    E gostei muito desse filme!
    Já fazia muito tempo (ta bom, nem tanto por causa da exceção que foi o Distrito 9) que eu não gostava tanto de um filme de ficção científica.
    Achei a ambientação do filme muito legal (após o final do filme, fiquei assistindo os créditos em que mostravam os nomes em partes da nave, e que eu podia prestar atenção sem ter medo de que algum monstro aparecesse rs), a história da missão da nave, o motivo da missão estar naquele estado…

    E concordo, seria muito bom se houvessem mais detalhes sobre as criaturas, sobre o efeito Pandorum… e ficou a curiosidade após o final, e agora?

    Para mim, pesou mais os lados positivos do filme, eu recomendo.

  • Clayton
    on

    10 por um lado. 0 por outro. Média 5, passou! Não, 5 é pouco para Pandorum, na verdade é bem melhor que isso. Mas a qualidade de seu roteiro oscila como uma montanha-russa, a tal ponto que acredito piemante que a dubiedade apresentada no filme seja acidental. Atuações medianas onde Quaid entra com o carisma e Foster com a interpretação (prejudicado pelo fato de que ficou implícito que tenha o mesmo esqueleto de adamantium do Wolverine). Filmes ruins se descobrem assim, tire todos os efeitos especiais, e veja se sobrou alguma coisa. Em Pandorum sobra e muito! A idéia principal é perfeita! O cenário kilométrico dá vazão a várias possibilidades e vai desde o desespero ao estar altamente exposto em um ambiente aberto junto aos alienígenas, até ao claustrofóbico duto de ventilação. A psicologia teve sua vertente apresentada de forma bem interessante embora superficial. O crescente da ação segue a mesma proporção em que Foster vai retomando sua memória. Enfim, dê isso na mão de um roteirista de ponta e coloque um diretor que não atrapalhe e tenha um novo “Alien” com todas as continuações que se tem direito. Pandorum deve ficar no primeiro mesmo, mas deixou duas perguntas bem interessantes (não, não é sobre os coadjuvantes, o ninja do MST, ou sobre o personagem sabe tudo que lembra muito a função do Wood Harrelson em 2012, muito menos sobre a bela mulher que bate em Foster tanto quanto os mortíferos Aliens, estes que por sinal são apresentados como se tivessem a visão prejudicada pela luz, depois com a visão normal mas com excelente olfato, mas foram incapazes de detectar Foster “nadando” entre eles): 1- Afinal, os aliens albinos existem ou não? 2- A contagem da população no final do filme está correta?

  • Melissa
    on

    Os “alines albinos” são humanos que sofreram mutações, após 923 anos na nave. Havia cerca de 60.000 pessoas na viagem inaugural e, ao final, apenas 1212 (1210 nas “ccápsulas” de sobrevivência e os dois principais). O filme dá todos os dados.
    Na contagem final, no dia 1 em Thames, a contagem é de 1213 sobreviventes!!! O excedente seria um dos humanos mutantes? Seria Payton que conseguiu sobreviver? O que aguarda aos sobreviventes no novo planeta? Kd a sequênciaaa???

  • Daniel Garutti
    on

    Aldo, sinceramente concordo com boa parte da crítica mas acho que a nota final deveria ser maior.

    O filme tem uma história fantástica e que apesar de algumas incoerências consegue prender o espectador durante todo o filme.

    Várias e várias revelações são feitas e o filme vai tomando novos aspectos a cada cena, isso tirando partes memoraveis quando por exemplo a mulher descobre que não “há estrelas no lugar do espaço onde eles estão”

    Concordo bastante contigo, mas acho que assim como outras criticas de outros sites este filme foi indevidamente subestimado

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