Pânico na Floresta: A Fundação (“Wrong Turn”)

Se não fosse os últimos 5 minutos, dava para jogar o filme no lixo.

Apesar de ter o mesmo nome da saga que começou no cinema e depois foi para home vídeo se degradando a cada novo episódio, e também ter a mesma essência – grupo de jovens se perdem na floresta e cai nas mãos de uma tribo do mal – esse novo “Pânico na Floresta: A Fundação” não é nem uma continuação, tampouco um remake. Talvez seja uma reimaginação ou reboot, mas, de verdade, é outro bicho, outro filme.

Um pequeno spoiler que em nada muda a experiência: ao invés de criaturas deformadas e assassinas, os jovens descerebrados que conseguem tomar todas as decisões erradas, típicas dos clichês do gênero, dão de cara com um tribo – a tal fundação – de gente aparentemente normal que quis se esconder da civilização.

Só que a tal tribo é um embuste: geralmente parecem primitivos que falam outra língua… ah, mas falam inglês também, sendo que seu líder tem a barba feita como se fosse o metrossexual da aldeia. Daí eles vem com um discurso de julgamento e de repente estão matando ou prendendo ou deixando livres quando é conveniente para a história. A verdade é que ninguém se entende no roteiro que deveria colocar alguma consistência para essa tal fundação.

O que sobra é que todo mundo quer ver as mortes. Elas são veladas. Mostra um pouco de sangue, mas nada muito gráfico ou chocante. Até o último ato, tanto o filme quanto o espectador que tem paciência entram em piloto automático. (pra ver mortes fora de série veja a segunda parte que está aqui)

É quando chega no desfecho, que aliás são 3 desfechos, um atrás do outro e, apesar da primeira reviravolta ser absurda e previsível, só assim se chega nas duas últimas reviravoltas que acontecem num intervalo de 3 a 4 minutos (não parem de ver quando os créditos começam a subir), que, aí sim, é o toque de originalidade que sobe de patamar.

O problema é que são 5 minutos excelentes no fim de 100 minutos de um besteirol que pensa em se levar a sério.

Ficha Técnica

Elenco:
Charlotte Vega
Adain Bradley
Bill Sage
Emma Dumont
Dylan McTee
Daisy Head
Matthew Modine
Vardaan Arora
Adrian Favela
Tim DeZarn
Rhyan Elizabeth
Chaney Morrow
Cory Scott Allen
Amy Warner

Direção:
Mike P. Nelson

Produção:
James Harris
Robert Kulzer

Fotografia:
Nick Junkersfeld

Trilha Sonora:
Stephen Lukach

 

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