Anjo do Desejo (“Passion Play”, EUA, 2010)

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Megan Fox não namora comigo por que tem um péssimo gosto pra homens. E pra filmes. Ficou com o baixinho enjoado do Shia LaBeoulf no péssimo “Transformers” e com o feioso Josh Brolin maquiado pra ficar mais feio ainda em “Johan Hex”. Agora ela fica com um ator que nem precisa de maquiagem pra ficar horrível, Mickey Rourke de “Imortais”.

Ele é Nate, um saxofonista vigarista que escapa de ser assassinado no meio do deserto e encontra um circo onde conhece uma aberração chamada Lily, a qual é uma mulher com asas como um anjo. Ok, Megan Fox na sua mais bela forma ser chamada de aberração é muita má vontade do circo, mas tudo bem. Além de Nate se encantar com a moça (quem não faria?) ele pretende oferecê-la ao mafioso que tentou matá-lo (Bill Murray de “Segredos de um Funeral”) em troca de sua vida e de uns trocados. Mas a medida que vão se tornando íntimos, ele muda de ideia, porém possivelmente tarde demais.

A produção tentar ter seu diferencial ao usar simbolismo como narrativa, porém de uma forma desorientada que facilmente será confundida com meros absurdos ou buracos na trama. Ou seria verdade que um mafioso seria morto no meio do deserto por uma tribo de índios-ninja, além do próprio voo no desenlace final? Seja como for, o vagaroso ritmo da narrativa deve espantar o público, a não ser aqueles que se deliciem em ver a apaixonante Fox. Se bem que ela parece fazer o mesmo papel sempre (o dela) e a mesma coisa pode se dizer de Rourke. Assim, é lógico que o destaque vai para Bill Murray, o único ator que parece fazer um personagem tridimensional, uma vez que mesmo sendo o vilão declarado, procura mostrar traços de humanidade numa tentativa de explicar o contexto em que vive. Contudo até ele sofreu um golpe do roteiro que, à sua conveniência, resolveu fazer uma mudança drástica de personalidade, ficando muito difícil de o espectador engolir a tal reviravolta.

Com efeitos especiais questionáveis, “Anjo do Desejo”, se levado ao pé da letra parece mais uma história sem graça, burocrática e com uma direção frouxa. Até mesmo se adicionarmos os elementos lúdicos, deixa a desejar. Em suma: não dá asas à imaginação… com o perdão do trocadilho.
[rating:2.5]

Observação: pra quem quiser ter outra leitura do desfecho (contem spoilers), arraste o mouse sobre a frase abaixo:
Uma saída interessante é se Nate realmente morreu no início e tudo o que aconteceu depois foi apenas sua mente post morten em busca de redenção.

Ficha Técnica

Elenco:
Mickey Rourke
Megan Fox
Bill Murray
Kelly Lynch
Rhys Ifans
Chris Browning

Direção:
Mitch Glazer

Produção:
Daniel Dubiecki

Fotografia:
Christopher Doyle

Trilha Sonora:
Dickon Hinchliffe

 

1 Comment

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  • Pedro Animais
    on

    Gostei do artigo, já agora, parabéns pelo site.

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