Raya e o Último Dragão (“Raya and the Last Dragon”)

A Disney e suas princesas. Parece um tema recorrente que quase todo ano pinga nos cinemas do mundo todo (menos da época de pandemia onde está indo direto para o serviço de streaming Disney+). Por isso que se destaca tanto o talento de seus realizadores em se reinventarem com histórias cativantes que fujam do óbvio.

Num mundo que já fora próspero, agora vive uma era pós apocalíptica com criaturas que transformam pessoas em pedras. Tudo porque uma joia feita pelo último dragão de sua espécie foi quebrada e dividida entre seus povos rivais (a premissa, aliás, é muito bem explicada no início). É aqui que a jovem Raya vai atrás das pistas onde vai achar o dragão Sisu e juntas, tentarão reunir as pedras para salvar o mundo.

Apesar de parecer um tanto complexa, a história é bem acessível e toca nos pontos chave da temática da Disney sem necessariamente se repetir: a dinâmica familiar, amizade e confiança estão sempre representes, enquanto os artifícios narrativos tanto para construção dos eventos quanto dos personagens elevam o nível intelectual da trama.

Se temos ótimos alívios cômicos como a própria Sisu, a trama entre as “inimigas” (sim, entre aspas) Raya e Namaari, da tribo rival tem um arco de história muito bem pavimentado que é levado até as últimas consequências e lembra muito – coincidência ou não – a rivalidade entre Jedis e Siths do universo Star Wars (que também é da Disney).

Outro destaque está para os aspectos técnicos: até então a Pixar era imbatível, mesmo já pertencendo à Disney (respondem ao mesmo CEO, mas funcionam separadamente). Com “Raya” a diferença acaba: os detalhes, texturas e expressões chegam ao extremo do realismo, como os pelos do dragão, a correnteza da água, a inteiração com a areia, para citar apenas alguns exemplos.

Raya e o Último Dragão” elevam os estúdios Disney tanto no patamar criativo quanto no gráfico e técnico, provando que ainda existem muitas belas histórias para se contar. Imperdível para todas as idades.

Curiosidades:
– As lutas do filme são inspiradas nas artes marciais de Kali (Filipinas), Penkak Silat (Indonésia) e Muay Thai (Tailândia).
– Kumandra é inspirado no sudoeste asiático compreendido por Tailândia, Vietnã, Camboja, Myanmar, Malásia, Indonésia, Filipinas e Laos.
– Raya chama seu pai de Ba. Ba é pai em vietnamita.
– Raya é q quarta princesa Disney sem um interesse amoroso. As outras três são Merida, Elsa e Moana.
– Raya significa “Boa” ou “Ótima” nos dialetos Malaio ou Indonésio.
– Nos créditos finais há uma homenagem a todos os profissionais que finalizaram o filme de suas casas e todos os bebês da equipe de produção que nasceram no período das filmagens. Foram 42 bebês!!! Coincidentemente, nenhum deles se chamou Raya.
– Namaari é a primeira princesa de qualquer animação da Disney a ser uma antagonista.
– Os últimos segundos antes dos créditos é uma homenagem a “De Volta Para o Futuro” por conta da manobra que Sisu faz no ar.

Ficha Técnica

Elenco:
Kelly Marie Tran
Awkwafina
Izaac Wang
Gemma Chan
Daniel Dae Kim
Benedict Wong
Sandra Oh
Jona Xiao
Thalia Tran
Lucille Soong
Alan Tudyk
Gordon Ip
Dichen Lachman
Patti Harrison
Jon Park

Direção:
Don Hall
Carlos López Estrada

Produção:
Peter Del Vecho
Osnat Shurer

Fotografia:
Rob Dressel

Trilha Sonora:
James Newton Howard

 

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