Sem Saída (“Abduction”, EUA, 2011) ***NOS CINEMAS***

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A gente sabe que um filme não é lá essas coisas quando o cartaz mostra uma cena que não existe. Sim, o lobinho Taylor Lautner da saga “Crepúsculo”, desliza por um vidro, mas sem nenhuma arma, sem estilhaços e, diga-se de passagem, uma queda muito fraca que qualquer espectador faria.

Ele é Nathan, um jovem universitário que adora se divertir, mas nunca se encaixou direito em família. Sem querer ele vê uma foto dele quando bebê num site de crianças desaparecidas que é uma fachada para uma organização criminosa, a qual vai perseguí-lo para conseguir um segredo de Estado.

A trama é toda esburacada: como essa organização conseguiu essa foto não se sabe. Pois se tivessem tirado eles mesmos, já saberiam onde nosso herói se encontrava o que invalidaria a premissa. Se a CIA sabia da movimentação da organização criminosa, também não dá pra entender como eles só descobriram o site depois de Nathan. O próprio motivo pelo qual a organização criminosa está atrás do protagonista é um tanto difícil de engolir.

John Singleton que em 2005 dirigiu o muito bom “Quatro Irmãos” sabe pelo menos como inserir boas doses de ação. O problema é que com os furos no roteiro até isso sai prejudicado. Como a personagem de Sigourney Weaver (“Avatar”), a psicóloga de Nathan, cuja participação é sem pé nem cabeça; ou a seqüência do tiroteio numa lanchonete onde os vilões exterminam quase todos os agentes da rua, mas deixam o casal protagonista sair tranquilamente de carro como se nada estivesse acontecendo.

Contudo, temos que convir que apesar das limitações artísticas Lautner tem uma boa presença em cena e segura bem um filme sozinho. Inclusive tem chances de vingar se enveredar pelo gênero. Pena que sua parceira e interesse amoroso, interpretada por Lily Collins, a sobrinha do “Padre”, mesmo sendo uma gracinha, é apagada e pouco contribui pra tornar a produção mais atraente.

Com um clímax meio frouxo, “Sem Saída” não faz mal pra quem curte aquela ação comercial enlatada de Hollywood e acaba funcionando bem como genérico. Pena que a história tem a profundidade de uma banheira infantil.
[rating:2.5]

Ficha Técnica

Elenco:
Taylor Lautner
Lily Collins
Alfred Molina
Sigourney Weaver
Jason Isaacs
Maria Bello
Michael Nyqvist

Direção:
John Singleton

Produção:
Lee Stollman
Doug Davison
Ellen Goldsmith-Vein
Dan Lautner
Roy Lee

Fotografia:
Peter Menzies Jr.

Trilha Sonora:
Edward Shearmur

 

2 Comments

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  • Severo Snape
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    Para o cartaz exibir uma cena que nao existe, o filme nao merece respeito algum, mas vamos entender que o Lautner é um ator novo e inexperiente, e pouco sensato de protagonizar um filme inteiro. Enfim, o fato do roteiro ser esburacado já é um tanto normal nos filmes mais mediocres, infelizmente.

  • Jean Carlos da Rocha
    on

    Segurei muito a ânsia para não vomitar nesse filme. Em diversas vezes fui avançando o filme pois não aguentava de tão ruim que é em milhares de cenas. Roteiro com conteudo sem fundamento, desnecessário, desprezível e ao mesmo tempo burro. Considero este filme top5 dos piores e com grande chances de ser o top1.

    Lautner tenta, mas no filme é uma criança querendo ser adulto e todos sabem no que dá. Pra mim unica coisa boa no filme, se tiver, é a atuação de Lily Collins.

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