Substitutos (“Surrogates”, EUA, 2009)

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Que Bruce Willis interpreta novamente um policial Duro de Matar não é novidade. Estamos num futuro próximo onde a ciência criou robôs à imagem e semelhança dos seres humanos para que eles possam realizar todas as atividades normais de seus donos enquanto esses o controlam remotamente de casa. Chamam-se Substitutos. Com esse isolamento da raça humana, o nível de violência e o de doenças caem vertiginosamente o que inicialmente representaria um avanço. Isso até que haja um assassinato de um substituto com uma poderosa arma que faz seu controlador morrer junto, despertando a atenção da polícia e colocando o personagem de Willis em ação.

Há algumas falhas muito básicas no roteiro. Um exemplo é que a própria inércia do ser humano já seria suficiente para causar uma série de doenças; e da maneira como se configurou a sociedade, a taxa de natalidade também teria que ter caído, já que crianças não nascem em relações sexuais entre substitutos. Mas talvez o grande equívoco apareça já no final com o desvendar de todo o plano. Sem revelar o que acontece, apenas digo que se era possível executar a idéia que o protagonista imaginou, a própria teia de intrigas e assassinato teria sido desnecessária.

Com efeitos especiais de ponta, tem boas cenas de ação, mas não chegam a empolgar. Destaque sobre a forma com que o diretor Jonathan Mostow (“Exterminador do Futuro 3“) explora as inúmeras possibilidades do que se pode fazer nessa realidade alternativa com um robô substituto. Mesmo assim, o filme acaba e o espectador ainda pode pensar em várias outras situações não contempladas.

Os Substitutos” se mostra como uma bem vinda volta à ficção científica de ação e, mesmo há anos luz de uma produção memorável, ainda sim merece ser vista por quem gosta de um bom cinema pipoca.

[rating:3]


Ficha Técnica

Elenco:
Bruce Willis
Radha Mitchell
Rosamund Pike
Boris Kodjoe
James Frances Ginty
James Cromwell
Ving Rhames
Jack Noseworthy
Devin Ratray
Michael Cudlitz

Direção:
Jonathan Mostow

Produção:
Max Handelman
David Hoberman
Todd Lieberman

Fotografia:
Oliver Wood

Trilha Sonora:
Richard Marvin

 

3 Comments

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  • Juliano
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    Ótima crítica Aldo! Disse tudo…

    Existem muitos aspectos que o filme poderia ter explorado, que poderiam torná-lo tão mais interessante.

    Acredito que fica na média, sendo um bom filme.

  • Clayton
    on

    Eu tenho ótimas idéias para um filme, mas para que isso se transforme em um filme preciso escrever um roteiro, com começo, meio e fim coerentes e atrativos. E pra isso é preciso um talento que não é comum a todos, o talento de ser um roteirista. E é por isso mesmo que há poucos anos atrás essa classe entrou em greve, e Hollywood quase entrou em parafuso. O que me parece ter acontecido em “Substitutos” foi justamente a falta de alguém que soubesse contar bem a história interessante dessa hipotética sociedade. Transparece que fora escrita de forma linear e chegando nas partes finais não soube como encerrar a trama aparando todas as pontas soltas. Um filme que tinha a pretensão de ser um novo Blade Runner aproveitando uma boa idéia apresentada em Avatar, vai ter que se contentar em figurar ao lado de filmes de conceito mais modesto, como Equilibrium por exemplo, o que não chega a ser nenhum demérito. Bruce Willis está lá para dar o selo de qualidade (garantia de que o filme vale o custo transporte+ingresso+pipoca), porém Willis saiu de John McClane, mas John McClane não sai de Willis, vá ser Duro de Matar assim…

  • Hercules
    on

    OLHA, PARA MIM OTIMO FILME, O INTERESSANTE É A IDEIA PRINCIPAL DO FILME, A AMBIÇÃO A FUGA DA REALIDADE O MEDO E SUAS CONSEQUENCIAS. E É CLARO COMO DESTRUIR O MONSTRO QUE NOS MESMOS CONSTRUIMOS, VALE APENA CONFERIR SEM CONCLUSOES PRECIPITADA.

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