Te Amarei Para Sempre (“The Time Traveler’s Wife”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

Genre :

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Te Amarei Para Sempre” já começa com uma ênclise errada para tentar combinar com o sujeito oculto ‘eu’. O certo seria “Amar-te-ei Para Sempre”. Apesar do marketing nacional não se preocupar com essas coisas mundanas como a sua língua pátria, o enredo desse romance vai muito além dessa confusão.

Pegando um conceito parecido com “Efeito Borboleta“, Eric Bana de “Star Trek” é Henry e ele descobriu que tem uma mutação genética (ou seja, quase um X-Men) que o permite viajar no tempo, tanto para o passado quanto para o futuro. Seguindo a linha do presente, ele conhece Claire (a apaixonante Rachel McAdams de “Intrigas de Estado“), a qual já o conhecia e já era apaixonada por ele, porque Henry, no futuro, fazia visitas para ela, no passado. Entenderam? OK.

O fato é que ele se apaixona por ela e, aí sim, começa a visitá-la no passando. Lembrando que essas viagens são involuntárias, o que provoca atritos no casal, ao ponto de ela traí-lo com ele mesmo vindo do passado. Entenderam?

Tudo se complica (ainda mais) quando o Henry do futuro aparece no presente agonizando em sua morte, o que significa que em breve é exatamente isso que vai acontecer. O problema é que, segundo ele e a própria trama do filme, as viagens no tempo não conseguem mudar o presente (ao contrário de “Efeito Borboleta“). Mas é aí que o roteiro tem seu grande primeiro furo: se foi justamente por causa das viagens no tempo que Claire se apaixonou por Henry, além do fato de que o viajante interage com todos a sua volta, como ele não conseguiria mudar as coisas? Ah, pelo fato de que ele não consegue saber pra onde ele vai? E se alguém conseguisse?

Mudando o rumo da prosa, ainda há um detalhe técnico não levado em consideração pelos realizadores: os responsáveis pela continuidade foram desleixados com a aparência do ator colocando-o em tempos iguais com aparência diferente. Confira o quanto ele está grisalho em seu casamento e você verá que mesmo próximo do que pode vir a ser a sua morte ele não está tão grisalho. Isso pode (e deve) gerar certa confusão no espectador.

Para contar a favor há a entrega da dupla de protagonistas aos seus respectivos personagens. Independente da confusão, quem não se apaixonaria pelo sorriso e o olhar de Rachel McAdams. Quando ela entra na tela é amor à primeira vista. E não é a toa que Eric Bana entende isso tão perfeitamente.

A fotografia e a trilha sonora ajudam em muito a compor a aura romântica de “Te Amarei Para Sempre“, o qual até lindo e pode emocionar, mas poderia ir muito mais longe com um roteiro melhor trabalhado. Pena que não dá pra voltar no tempo e fazer tudo de novo.

[rating:3]


Ficha Técnica

Elenco:
Eric Bana
Alex Ferris
Rachel McAdams
Brooklynn Proulx
Michelle Nolden
Arliss Howard
Jane McLean
Ron Livingston
Brian Bisson
Maggie Castle
Fiona Reid
Philip Craig
Stephen Tobolowsky

Direção:
Robert Schwentke

Produção:
Dede Gardner
Nick Wechsler

Fotografia:
Florian Ballhaus

Trilha Sonora:
Mychael Danna

 

4 Comments

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  • Curare
    on

    “Te Amarei Para Sempre” já começa com uma ênclise errada para tentar combinar com o sujeito oculto ‘eu’. O certo seria “Amar-te-ei Para Sempre”. Apesar do marketing nacional não se preocupar com essas coisas mundanas como a sua língua pátria”. E quem se importa?
    Pegou pesado na ênclise, fui obrigado a consultar o dicionário.
    Sabe Aldo: uma das coisas que me agradam ao ler a sua crítica, é saber que você perdeu seu tempo ao assistir um filme menor, evitando assim, que eu perca o meu com ele. RS.
    Grato pela crítica.

  • saullo
    on

    aldo…eu nao sei nao, mas eu acho q isso ae é uma mesoclise

    ._.

  • Bruna
    on

    Apesar da correção dentro da frase estar correta (Amar-te-ei Para Sempre) o único pronome oblíquo átono encontrado no título é “te” que está na posição de próclise, na versão original do título, não de ênclise. Sem mencionar que não há nenhuma regra de colocação pronominal que determine a posição dos pronomes oblíquos átonos com relação ao pronome pessoal “eu” 😉

  • jeh
    on

    nunca se começa com te uma frase;

    ” te amarei ”
    amar-te-ei seria o correto mesmo.

    ‘me dá um cigarro’
    mesma coisa com o me

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