Transformers – A Vingança dos Derrotados (“Transformers: Revenge of the Fallen”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

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Vocês sabiam que os Transformers estiveram aqui na terra na pré-história para fazer uma máquina capaz de drenar o nosso sol e arranjar energia pro planeta deles? Alguém pode perguntar: mas essa energia não era daquele tal cubo Allspark? Então qual a razão do cubo? Essas poucas perguntas já destroem o roteiro da continuação do já fraco “Transformers“.

E mais: apesar do filme anterior fazer questão de dizer que aqueles eram os últimos robôs sobreviventes de seu planeta natal, essa seqüência simplesmente ignora tudo isso e fazem os robôs – Autobots e Decepticons – brotarem na Terra que nem Gremlins depois de um copo d’água. E as crias não poderiam ser mais absurdas: de um robô com barbas (isso mesmo), passando por um robozinho que vira animal de estimação até gêmeos com dente de ouro e que não sabem ler numa menção humorística dos rappers americanos e, diga-se de passagem, bem negativa. E ainda introduzem um personagem novo, o tal Fallen, que fica não se sabe onde e muito menos porque está lá.

O jovem Sam (Shia LaBeouf, o também filho de Indiana Jones) continua pegando Mikaela, interpretada pela mais bela das belas Megan Fox (“Um Louco Apaixonado“) que está no filme apenas para deixá-lo mais bonito e dando esperança para os feios nerds do mundo se darem bem em alguma encarnação. Aliás, ela é a única pessoa que permanece com maquiagem e ainda linda depois de correr por explosões, cair na areia e se meter em fogo cruzado.

A trama de que Sam, ao pegar num pedacinho do cubo, torna-se a chave para encontrar a máquina de energia é tão sem sentido que nem o ator parece acreditar, já que atua de forma ridícula na tela, chegando a ser constrangedora a cena em que ele fica repetindo vários trechos do mesmo diálogo. Os robôs que podiam fazer a diferença como personagens, não o fazem, porque já vemos desde o início que todos são passíveis de ressuscitar, fazendo assim o público não se preocupar com o destino deles. O diretor Michael Bay ainda tem a mania de fazer o mundo acabar sem mostrar sequer um figurante sendo morto (há uma ou duas exceções), dando um ar de artificialidade e tirando a urgência da situação.

De bom, apenas efeitos especiais de cair o queixo e cenas de ação com coreografia um pouco melhor que no primeiro, onde nem sabíamos o que estava acontecendo. Esse novo “Transformers” é um filme feito por e para retardados com um conteúdo sem pé nem cabeça e que, como pior característica, contradiz muito do original, o qual já tinha uma trama sem sentido. Tenta ser sério, mas tem uma veia cômica que quase o torna uma paródia de si mesmo. Mas é daquelas produções onde não adianta dizer pra não ir. Quem gosta de ação vai de qualquer jeito. Azar.

[rating:1.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Shia LaBeouf
Megan Fox
Hugo Weaving
Josh Duhamel
John Turturro
Isabel Lucas
Tyrese Gibson
Matthew Marsden
Samantha Smith
Glenn Morshower
Ramon Rodriguez
Kevin Dunn
Julie White
Michael Papajohn
Rainn Wilson
Frank Welker
Peter Cullen
Mark Ryan
Jess Harnell
Tony Todd

Direção:
Michael Bay

Produção:
Ian Bryce
Tom DeSanto
Lorenzo di Bonaventura
Don Murphy

Fotografia:
Ben Seresin

Trilha Sonora:
Steve Jablonsky

 

1 Comment

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  • Clayton
    on

    Mais um da série “Curta as férias com seus filhos e mostre a eles o que assistia na idade deles”. Transformers 2 se assumiu de vez, chega de disfarces, é um filme sem pé nem cabeça, onde os efeitos especiais são de cair o queixo, onde Megan Fox e suas roupas que além de matarem qualquer um do coração, jamais se sujam (aquela calça branca é um pecado, e impermeavél também pelo visto), é o maior chamariz do filme, e principalmente e infelizmente, não tem o menor respeito pelos fãs das seres que se camuflam em forma de máquinas exilados no planeta Terra. Pelo menos os meninos se divertem.

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