Última Parada 174 (Brasil, 2008) ***NOS CINEMAS***

Genre :

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Cidade de Deus” gerou um subgênero dos filmes de favela e já deu várias crias. Apesar de ser baseado em fatos reais e, aparentemente, ter um cunho social maior, “Última Parada 174” é apenas mais uma dessas crias.

Conta a história do menino Alessandro desde seu nascimento até o fatídico dia fatal em que seqüestra o ônibus 174 em junho de 2000. Como todo filme mediano desse filão, vemos as mesmas gírias, as mesmas atitudes, como se estivéssemos vendo vários ‘Zé Pequenos’. Só mudam os artistas. O que, por sinal, é o ponto alto do filme. Michel Gomes com o protagonista e Cris Vianna como sua pseudo-mãe Marisa dão um banho de interpretação. Chega a ser surpreendente a virada que a personagem de Vianna dá ao longo do enredo.

Quanto ao roteiro é inconcebível que as duas tragédias que norteiam a trama, o massacre da Candelária e o seqüestro do 174, sejam meros e pequenos coadjuvantes, em especial o episódio do ônibus já que este dá o nome ao drama. Por isso mesmo é quase ilógico dizer que o melhor da história está na coincidência dos dois meninos se chamarem Alessandro (um deles é só Sandro) e perceber qual deles é o filho verdadeiro de Marisa. Apenas razoável como ficção e irrelevante como fato, o espectador ganha mais vendo o sensacional documentário “Ônibus 174” de José Padilha (“Tropa de Elite“).

Curiosidade: sabia que o ator André Ramiro interpreta aqui um policial do Bope pela segunda vez? A primeira foi em Tropa de Elite.

[rating:2]


Ficha Técnica

Elenco:
Michel Gomes
Marcello Melo Jr.
Gabriela Luiz
Cris Vianna
Anna Cotrim
André Ramiro

Direção:
Bruno Barreto

Produção:
Patrick Siaretta
Paulo Dantas
Bruno Barreto
Antoine de Clermont-Tonnerre

Fotografia:
Antoine Heberlé

Trilha Sonora:
Marcelo Zarvos

 

1 Comment

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  • saullo
    on

    brother, dizer q esse Michel Gomes trabalhou bem…vc pegou pesado…
    e nao foi so o ator mais velho q trabalhou mal nao, o muleki parece q era retardado desde q nasceu. a cena do material escolar caindo do barco, eu torci p ele cair junto, ooooo muleki leso.
    o outro alessandro, q eu acho q era o filho, mas sei lá, aquele sim até q trabalhou legalzin, mas também nao é lá essa coca-cola toda.
    a mae trabalhou p caraaaaaaaaai, roubou todas as cenas em q aparece.
    resumindo, nao recomendo essa porcaria de filme. tudo a mesma coisa sempre. mermao, parece q a unica coisa q carioca sabe fazer é chamar mil palavroes em cada 5 palavras.

    nao faço comparaçoes com o documentario pq ainda nao assisti.

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