Uma Chamada Perdida (“One Missed Call”, EUA, 2008) ***INÉDITO NO BRASIL***

Genre :

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Como os americanos não gostam de legendas, quando os estúdios acham um filme estrangeiro (pra eles) interessante, simplesmente refilmam. Como há alguns anos o Japão vem sendo a vedete dos filmes de terror, tudo o que eles fazem por lá, os americanos clonam.

E foi assim com essa produção que se parece muito com “O Chamado“, só mudando a maldição. Dessa vez é um celular que toca e quando o personagem, ou melhor, a vítima atende, escuta sua própria voz antes de morrer. Daí pra morte é um pulo (com uma das personagens, literalmente). E quem morre disca para o número do amigo e por aí vai.

A estrutura é óbvia: a corrente segue até chegar na protagonista (Shannyn Sossamon de “Catacumbas”), cabendo a ela tentar desvendar o mistério. Este “Uma Chamada Perdida” também tem uma reviravolta muito semelhante a “O Chamado” no seu último ato. Só que este filme infelizmente tem um roteiro simplório demais e cheio de buracos. Tanto é que o desfecho chega a ser decepcionante. É o que se chama de desperdício de uma boa história por conta de um mal tratamento de roteiro. Só vale pra quem assiste tudo de terror.

[rating:2]


Ficha Técnica

Elenco:
Shannyn Sossamon
Edward Burns
Ana Claudia Talancón
Ray Wise

Direção:
Eric Valette

Produção:
Broderick Johnson
Andrew Kosove
Scott Kroopf
Jennie Lew Tugend
Lauren C. Weissman

Fotografia:
Shelly Johnson
Glen MacPherson

Trilha Sonora:
Reinhold Heil
Johnny Klimek

 

1 Comment

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  • Passageirodealgumtrem
    on

    Desculpe, Aldo, mas não concordo “dinovo”…
    Alguns filmes orientais, nunca deveriam ser refilmados. “Ligação Perdida” (Chakushin ari, Japão, 2003) já foi uma produção de qualidade duvidosa, nada me impressionou; esta refilmagem, só serviu para mostrar quão ruim pode ser uma idéia tola e fraca nas mãos de um diretor medíocre e pouco inspirado, em conjunto com um elenco canastrão, uma péssima ambientação, um clima de “teen movie” que já não atrai ninguém, e um roteiro que desanda logo de início.
    Tudo bem, fiquei empolgado com a versão japonesa, por mais absurdo que seja o cerne da trama, pois o foco principal do filme era a investigação a cerca das mortes, não a maldição em si; queríamos a todo custo, entender a ligação entre cada vítima, a extensão do poder do assassino (que não esconde nadinha, nadinha), o porquê das mortes tão violentas. Mas vamos falar da refilmagem americana, que se resume a… lixo. Estamos falando, de um filme que originalmente já era chupado descaradamente da idéia central de “O chamado”, e agora, tem novas modificações na versão americana, que o torna mais absurdo, estúpido, entediante e incoerente em diversos aspectos.
    Não dá medo, não faz rir, não deixa tenso, não traz mistério, enfim, é um filme praticamente “genérico” de perseguição e vingança pós-morte, misturado a culto ao demônio e ação de forças diabólicas. Tudo num samba-do-crioulo-doido (!!!) muito nonsense, uma mistura grosseira de clichês que parece uma colcha de retalhos, sustos que não funcionam, idéias “chupadas” de vários filmes orientais, enfim, uma baboseira sem tamanho. Me desculpe os fãs desse suposto gênero (sería o gênero “imitação de filme oriental”?), mas nada acrescenta ao mundo do cinema de horror, e não vale a sessão.
    Tentei até pensar em algo interessante para falar sobre a produção, mas realmente, não consigo; só uma coisa; arrecadou, aparentemente, o dobro do custo da produção, o que reflete a boa vontade dos infernautas em explorar novas produções, que acabam se tornando uma grande frustração.
    Não recomendo.

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