Zé Colméia – O Filme (“Yogi Bear”, EUA, 2010)

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Quando a gente pensa que o Hollywood estava amadurecendo em fazer filmes para a família, eis que “Zé Colméia” chega para jogar a esperança no lixo. Adaptação do desenho animado que fez a alegria de crianças por mais de duas décadas, encontramos nosso urso favorito (na voz de Dan Aykroyd de “Guerra S.A.“) com um desenho em computação gráfica longe do ideal, junto com seu fiel companheiro Catatau (Justin Timberlake de “Professora Sem Classe”), ambos com aquele olhar vazio que tanto caracteriza trabalhos ruins no design de um personagem em CGI.

O roteiro é pior ainda: Os ursinhos carinhosos (opa, esse é outro desenho) vivem aprontando sob a vigilância patética de um imbecilizado guarda Smith, interpretado à altura idiótica por Tom Cavanagh de “A Garota dos Meus Sonhos”. Quando o parque é ameaçado de fechar por conta das dívidas, eles se juntam à uma fotógrafa descerebrada, interpretada pela descerebrada Anna Faris que costuma fazer filmes descerebrados como “Segurança Fora de Controle”, para reverter a situação. Além desses, todos os personagens parecem ser debilóides, se bem que em raríssimas partes, o espectador adulto talvez tenha um pequeno espasmo de sorriso.

Dirigido por Eric Brevig do regular “Viagem ao Centro da Terra“, “Zé Colméia” parece ter seu público alvo focado apenas nas crianças que, pela idade, devem se deslumbrar com um personagem tão querido interagindo com pessoas reais. Os adultos, entretanto, devem permanecer a pelo menos 1km de distância.
[rating:2]

Ficha Técnica

Elenco:
Dan Aykroyd
Justin Timberlake
Anna Faris
Tom Cavanagh
T.J. Miller
Nathan Corddry
Andrew Daly

Direção:
Eric Brevig

Produção:
Karen Rosenfelt
Donald De Line

Fotografia:
Peter James

Trilha Sonora:
Andrew Lockington

 

1 Comment

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  • Clayton
    on

    Que maldade com os moradores do Parque Jellystone. Ok, este filme jamais iria para o Oscar e os humanos presentes neles me parecem mais CGI do que a dupla principal, mas prefiro me recordar dos espasmos de riso, principalmente nos diálogos entre Zé Colméia e Catatau na “máquina voadora”. Assisti no cinema e deu para o gasto pois era o dia de diversão das crianças, mas sei que tende a mofar na locadora… ou nos tempos de hoje, na banquinha do pirateiro.

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