Rodolfo Marques fala sobre “As Mães de Chico Xavier”

Na esteira do sucesso de filmes com temática espírita, como “Chico Xavier” (Daniel Filho/2010) e “Nosso Lar” (Wagner de Assis/2010), a produção “As Mães de Chico Xavier” tem vários argumentos para atrair o público, que tem prestigiado esses filmes no Brasil. O país, aliás, é um dos maiores no mundo no que se refere a pessoas que são espíritas ou que se dizem simpatizantes à doutrina.

A temática espiritualista vem conquistando muitos adeptos e formando novas platéias nas salas de cinema.

A película é dirigida por Glauber Filho e Halder Gomes e foi produzida pela “Estação Luz”, empresa nordestina também responsável por “Bezerra de Menezes (2008). Foi inspirada no livro “Por Trás do Véu de Isis”, do jornalista Marcel Souto Maior, também autor da biografia (“As vidas de Chico Xavier”) adaptada por Daniel Filho.

O elenco apresenta atores bem conhecidos do grande público, como Herson Capri, Caio Blat, Vanessa Gerbelli e Joelson Medeiros. O roteiro se entrelaça a partir da história de três mães (Lara/Tainá Muller, Elisa/Vanessa Gerbelli e Ruth/Via Negromonte) que procuram ajuda do médium mineiro após situações tristes envolvendo seus filhos. As atrizes, aliás, dão um show à parte, mostrando toda a emoção e a afetividade características do ente materno.

Há um dado momento no filme em que o personagem Chico Xavier – vivido novamente e de forma magistral por Nelson Xavier – prefere não conceder entrevista ao repórter Cal, interpretado por Caio Blat, e diz “Quer saber mais? Pergunte às mães…”.

O filme enfatiza, pois, a mensagem de amor, paz e superação – o exemplo humano vivenciado por Chico Xavier. Questões como aborto, suicídio e envolvimento com as drogas entram em evidência.

O filme deixa a mensagem do amor maternal, da crença na vida após à morte e, principalmente, da redenção – com a oportunidade de reescrevermos, com linhas mais suaves, a nossa própria história.

É hora de “preparar os lencinhos” e conhecer um pouco mais da vida e da obra de Chico Xavier, um homem essencialmente bom.

*Rodolfo Marques é Professor universitário, publicitário, jornalista, Mestre em Ciência Política e, acima de tudo, cinéfilo… e mais ainda, meu grande amigo.

1 Comment

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  • Jazz @brabul
    on

    Assistir algo remetente à vida de Chico Xavier é chorar. Por reclamarmos tanto e, na maioria das vezes, sem nenhum fundamento REAL. A vida é mais do que isso. É resignação, aceitação, é empatia. Quem não reconhece isso pode até ganhar muita coisa (que se vai no além-vida), mas perde muita coisa que se pode levar.

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