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Cinecríticas faz um breve comentário sobre os vencedores do Oscar!

Aldo Alves

Não vi a cerimônia de entrega do Oscar desse ano. Estava a milhares de pés de altitude, no avião vindo do Rio de Janeiro pra Belém. Imaginem a minha ira.

Mas a vida é assim. Então só posso fazer aqui alguns breves comentários sobre os vencedores. Vamos a eles.

Primeiramente os óbvios: não tinha jeito nesse mundo de Christoph Waltz não ganhar o Oscar de melhor ator coadjuvante por Bastardos Inglórios. Creio que essa foi a única unanimidade total e absoluta da festa. Mo’nique também deu seu show em Preciosa. Só pela sua última aparição no filme, ela já levaria a estatueta. Jeff Bridges já merecia o prêmio há muito tempo e não havia dúvidas que Up – Altas Aventuras, levaria o Oscar de animação. Aliás, não entendi ele ter participado da categoria principal, já que a jogada da academia era bastante óbvia.

Falando em jogada, o Oscar deu o prêmio principal para a enganação do ano, Guerra ao Terror. É até um bom filme, mas muito longe de ser um possível vencedor ou talvez até mesmo ser indicado. Ele foi lançado no início ou meio do ano passado. Tanto pelo seu apelo de crítica, quanto de público, saiu direto em DVD no Brasil. Aluguei e escrevi minha crítica. Nada demais se comparado a filmes mais eletrizantes e interessantes como O Reino, entre outros. De repente no fim do ano, vários veículos de comunicação soltam críticas elogiando o filme de todas as formas possíveis, ganhando até um lançamento nos cinemas. Estranho, hein?

No dia da cerimônia começam a surgir as notícias de uma campanha por debaixo dos panos envolvendo lobby e até uma newsletter para apoiar a votação da produção. Inclusive, o produtor se desculpou pelo e-mail pedindo votos. Abocanhando os principais prêmios, Guerra ao Terror desbancou Avatar, o qual foi reduzindo a um filminho de efeitos especiais. Uma pena.

No mais, não pude conferir Um Sonho Possível que fez Sandra Bullock ser a grande vencedora e consolidar sua posição de queridinha de Hollywood e infelizmente, ver a cerimônioa, agora só ano que vem.

Abraços a todos!

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Vencedores do Oscar 2010!!!

Aldo Alves

Ainda hoje comentários de Aldo Alves sobre os vencedores:

Melhor filme: “Guerra ao terror”

Melhor direção: Kathryn Bigelow, “Guerra ao terror”

Melhor atriz: Sandra Bullock, “Um sonho possível”

Melhor ator: Jeff Bridges, “Coração louco”

Melhor filme estrangeiro: “O segredo dos seus olhos” (Argentina)

Melhor edição (montagem): “Guerra ao terror”

Melhor documentário: “The cove”

Melhores efeitos visuais: “Avatar”

Melhor trilha sonora: “Up – Altas aventuras”

Melhor cinematografia (fotografia): “Avatar”

Melhor mixagem de som: “Guerra ao terror”

Melhor edição de som: “Guerra ao terror”

Melhor figurino: “The young Victoria”

Melhor direção de arte: “Avatar”

Melhor atriz coadjuvante: Mo’Nique, “Preciosa”

Melhor roteiro adaptado: “Preciosa”

Melhor maquiagem: “Star trek”

Melhor curta-metragem: “The new tenants”

Melhor documentário em curta-metragem “Music by Prudence”

Melhor curta-metragem de animação: “Logorama”

Melhor roteiro original: “Guerra ao terror”

Melhor canção: “The weary kind”, de “Coração louco”

Melhor animação: “Up – Altas aventuras”

Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, “Bastardos inglórios”

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O Amor Acontece (”Love Happens”, EUA / Canadá, 2009) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

“O Amor Acontece” bebe da água de todas as comédias românticas. Aaron Eckhart (”Batman – O Cavaleiro das Trevas“) é Burke Ryan, escritor que alçou fama depois que lançou um lívro sobre a morte de sua esposa há três anos e como se recuperar dela. Ele então passou a ser um palestrante de auto-ajuda para pessoas que perderam entes queridos, mesmo que – o espectador vai notar – algo não esteja muito bem em sua vida. O trailer infelizmente faz o favor de entregar o que é. Ao ir à cidade de sua falecida esposa para um ciclo de palestras, ele confronta seus medos e conhece uma bela florista (Jennifer Aniston de “Ele Não está Tão a Fim de Você“).

Além das interpretações honestas da dupla de protagonista, destaque para a ótima trilha sonora composta por Christopher Young (”Arrasta-me Para o Inferno“) e uma selação musical cuja trilha vai fazer sucesso nas lojas. Entretanto, com um roteiro burocrático ao extremo, o romance faz questão de seguir a cartilha velha e surrada do gênero, como fazer com que os melhores amigos dos protagonistas funcionem como meros alívios cômicos, inclusive ter cenas que com pinceladas de comédia acabam por diminuir o impacto do drama. Pior que isso, só a confissão no final: uma espécie de redenção com um suposto segredo bem guardado da trama que de tão teatral soa irremediavelmente falso.

“O Amor Acontece” é apenas mais um romance manufaturado de Hollywood, cuja melhor cena, por incrível que pareça é a última cena com o papagaio. Não machuca, mas é mais recomendável quando sair em DVD.

Cotação: ★★½☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Aaron Eckhart
Jennifer Aniston
Dan Fogler
Martin Sheen
Judy Greer
Frances Conroy
Joe Anderson

Direção:
Brandon Camp

Produção:
Mary Parent
Scott Stuber
Mike Thompson

Fotografia:
Eric Alan Edwards

Trilha Sonora:
Christopher Young

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Romance
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Os vencedores do Framboesa de Ouro 2010!!!

Aldo Alves

O prêmio é uma imitação do Oscar ao contrário. Elege os piores do ano.

Acertei alguns chutes. Vamos aos prêmios:

Pior Filme: “Transformers: A Vingança dos Derrotados”

Pior Ator: “Os Irmãos Jonas” (”Jonas Brothers 3D: O Show”)

Pior Atriz: Sandra Bullock (”Maluca Paixão”)

Pior Dupla em Cena: Sandra Bullock e Bradley Cooper (”Maluca Paixão”)

Pior Atriz Coadjuvante: Sienna Miller (”G. I. Joe: A Origem de Cobra”)

Pior Ator Coadjuvante: Billy Ray Cyrus (”Hannah Montana: O Filme”)

Pior Refilmagem, Prólogo ou Sequência: “O Elo Perdido”

Pior Diretor: Michael Bay (”Transformers: A Vingança dos Derrotados”)

Pior Roteiro: Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman (”Transformers: A Vingança dos Derrotados”)

Pior Filme da Década: “A Reconquista” (2000)

Pior Ator da Década: Eddie Murphy

Pior Atriz da Década: Paris Hilton

E aí, o que acharam?

Abraços!

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O Solista (”The Solist”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Baseado numa história real contada pelo jornalista Steve Lopez em seu livro, ele próprio é o centro da narrativa, o qual é interpretado de forma honesta por Robert Downey Jr. de “Sherlock Holmes“.

Sem muita perspectiva após sua separação (no livro ele ainda é casado), Steve vai em busca de novas histórias até encontrar o sem teto Nathaniel (Jamie Foxx de “Idas e Vindas do Amor“) que aparenta tocar um violino sem todas as cordas de forma glamourosa. Ao pesquisar subre sua vida, Steve descobre que Nathaniel foi um brilhante aluno da renomada escola de música Julliard, mas que devido a esquizofrenia, abandonou tudo para tocar como um mendigo pelas ruas. Decidido a ajudá-lo, enquanto escreve sobre ele, ambos formam uma improvável amizade onde haverá o clichê do tipo: ele tentou ajudar alguém e acabou ajudando a si próprio.

Tirando o óbvio, destaque para a atuação visceral de Foxx que deixa sua persona cool de lado para mergulhar num personagem doente e depressivo. Contudo, talvez a mensagem principal que o diretor Joe Wright (”Desejo e Reparação“) foi sobre o problema da população de sem teto em Los Angeles e os atos falhos do governo para lidar com a situação. Tanto é que fez questão com que a maioria dos personagens nessas condições mostrados na tela fossem mendigos de verdade e isso parece dar uma chancela e carga emocional diferenciadas à produção.

Lógico há alguns excessos como o tempo de duração, a cena abstrata em que mostra como Nathaniel sente a música, também longa demais e, como já citados, alguns lugares comuns, que nivelam o drama por baixo.

Mesmo assim é reconfortante ver a última narração em off que descreve o destino dos personagens, dando uma chancela um pouco mais real do que hollywood gostaria de passar. “O Solista” se firma como um drama bastante recomendado que mesmo com alguns problemas, ainda se encontra a um degrau acima dos demais exemplares do gênero.

Cotação: ★★★½☆


Ficha Técnica

Elenco:
Jamie Foxx
Robert Downey Jr.
Michael Bunin
Marcos de Silvas
S. Zev Esquenazi
Artel Great
Justin Rodgers Hall
Lisa Gay Hamilton
Rachel Harris
Tom Hollander
Catherine Keener
Justin Martin
Jena Malone

Direção:
Joe Wright

Produção:
Gary Foster
Russ Krasnoff

Fotografia:
Seamus McGarvey

Trilha Sonora:
Dario Marianelli

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Drama
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Percy Jackson e o Ladrão de Raios (”Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief”, EUA / Canadá, 2010) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves

Alguém pode dizer: Mais uma imitação barata de “Harry Potter“? Bem, imitação sim. Barata nem tanto. Depois de fracassos como “As Crônicas de Nárnia” e “A Bússola de Ouro“, chamaram o próprio diretor da primeira parte de “Harry Potter“, Chris Columbus, o qual é um craque, mas que inexplicavelmente dirigiu ano passado a comédia sem graça “Eu Te Amo Beth Cooper“.

O roteiro não ajuda: estamos no meio do Olimpo. Zeus (sim, o Deus) perdeu seu raio. O que é o raio? Bem, não dá pra saber. Na verdade o raio foi roubado. Mesmo ele sendo um Deus com poder de destruir o mundo inteiro, ele não sabe quem roubou. Ruim de palpite que só ele, acaba chamando outro deus, Poseidon, e acusa seu filho, o tal Percy Jackson (Logan Lerman de “Gamer“), o qual nem faz idéia que é um semi-deus. Ele, um clichê ambulante de filmes juvenis de aventura, é um daqueles estudantes perdedores (ou “losers” como está na moda chamar) que vai descobrir seus poderes e blá blá blá. E daí ele terá como amigos, o alívio cômico e o interesse amoroso. Mais básico impossível.

Pra piorar, parece que ninguém do elenco levou o filme a sério, tornando-se quase uma paródia de si própria. E tome clichês: a arma inofensiva que vira uma grande espada, as batalhas na cidade que ninguém parece se dar conta, um motivo para o tal roubo de raios completamente capenga e ainda um desfecho com um diálogo entre pai e filho que ficará na história como um dos mais piegas. Portanto, toda a rica mitologia grega usada no filme é quase inútil devido a uma trama tão rasa. O que todo mundo corre atrás, mas até agora ninguém conseguiu é criar um universo tão fascinante como Hogwarts ou a Terra Média.

Ninguém pode negar, entretanto, que os realizadores engendraram todos os esforços possíveis para a produção ser tecnicamente irrepreensível. Um elenco com grandes nomes como Uma Thurman, Pierce Brosnan, Sean Bean e até o comediante Steve Coogan fazendo um papel pouco convencional, mas com o humor de sempre (não que isso seja positivo nesse caso). Os efeitos especiais são uma atração a parte. Columbus comanda com maestria todo tipo de efeito digital com uma ótima coordenação com os atores de carne e osso. Além disso, as batalhas surpreendem pelo realismo, não só com efeitos especiais, mas com coreografias ousadas que fazem a violência parecer real.

É uma pena que tantos recursos usados em “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” ficam sem sentido quando tudo o que se conta na tela são bobagens. É torcer para o livro de Rick Riordan, ser melhor do que sua transposição cinematográfica. Senão é correr de volta para Harry Potter.

Cotação: ★★☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Logan Lerman
Sean Bean
Uma Thurman
Pierce Brosnan
Kevin McKidd
Alexandra Daddario
Rosario Dawson
Catherine Keener
Steve Coogan
Jake Abel
Serinda Swan
Joe Pantoliano
Melina Kanakaredes
Chelan Simmons
Brandon T. Jackson
Erica Cerra
Luke Camilleri
Stefanie von Pfetten
Dylan Neal
Dimitri Lekkos
Maria Olsen

Direção:
Chris Columbus

Produção:
Michael Barnathan
Mark Morgan
Mark Radcliffe
Karen Rosenfelt
Guy Oseary

Fotografia:
Stephen Goldblatt

Trilha Sonora:
Christophe Beck

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