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Londres Proibida (”London to Brighton”, Inglaterra, 2006)

Aldo Alves | 30-junho-2009

Composto atores ingleses de produções independentes, “Londres Proibida” de Paul Andrew Williams (”Cabana Macabra“) é uma pequena obra notável sobre uma prostituta que foge com uma menina após um programa dar muito errado. A cronologia do filme se reveza entre os acontecimentos antes e depois do fatídico programa.

Tratando de temas fortes como prostituição e pedofilia, sua dupla de protagonistas é imbatível: Lorraine Staley interpreta a garota de programa que e desiludida com o mundo e não vê outra saída a não ser continuar nessa vida. É impressionante como ela banaliza o sexo por causa de trocados. Mas o trunfo da produção é a pequena Georgia Groome, na época com dezesseis anos e já fumando, porém no filme com idade de doze. Ela interpreta a pequena Joanne, independente a sua maneira que comete o erro de aceitar sair com um homem mais velho por dinheiro. Bons personagens povoam “Londres Proibida“, inclusive seus algozes Derek e Stuart (os atores independentes Johnny Harris e Sam Spruell). É com Stuart, a maior surpresa no último ato, quando se consuma a perseguição das garotas.

Por outro lado, a produção peca por, na sua busca de ser nu e cru ou até purista, ter se tornado também simplista, batendo em alguns clichês de filmes de arte. Além disso, com a alternância de cronologia, o roteiro quer esconder o que é bastante óbvio e se descobre logo nos primeiros dez minutos. Não obstante, este suspense dramático merece a locação por apresentar uma realidade escondida de muitos, mas terrivelmente real.

Cotação: ★★★½☆


Ficha Técnica

Elenco:
Lorraine Stanley
Johnny Harris
Sam Spruell
Georgia Groome
Alexander Morton
Nathan Constance

Direção:
Paul Andrew Williams

Produção:
Alistair McLean Clark
Ken Marshall
Rachel Robey

Fotografia:
Christopher Ross

Trilha Sonora:
Laura Rossi

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Nova enquete no Cinecríticas!!!

Aldo Alves | 29-junho-2009

Incrível como Angelina Jolie liderou a enquete passada de ponta a ponta. A boca mais desejada do planeta continua com força total aqui no Cinecríticas! Olha o resultado:

Angelina Jolie - 38%
Scarlett Johansson - 12%
Jessica Alba - 12%
Charlize Theron - 9%
Jennifer Connelly - 9%
Cameron Diaz - 6%
Jessica Biel - 6%
Kate Beckinsale - 5%
Evan Rachel Wood - 3%

A nova enquete agora é:

Qual foi o melhor blockbuster do verão americano?

E os candidatos:
1. Wolverine
2. Star Trek
3. Anjos e Demônios
4. O Exterminador do Futuro - A Salvação
5. Transformers - A Vingança dos Derrotados

Agora é com vocês!

Aproveitei acessem também o Twitter do Cinecríticas!

Grande abraço!

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Transformers - A Vingança dos Derrotados (”Transformers: Revenge of the Fallen”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves | 28-junho-2009

Vocês sabiam que os Transformers estiveram aqui na terra na pré-história para fazer uma máquina capaz de drenar o nosso sol e arranjar energia pro planeta deles? Alguém pode perguntar: mas essa energia não era daquele tal cubo Allspark? Então qual a razão do cubo? Essas poucas perguntas já destroem o roteiro da continuação do já fraco “Transformers“.

E mais: apesar do filme anterior fazer questão de dizer que aqueles eram os últimos robôs sobreviventes de seu planeta natal, essa seqüência simplesmente ignora tudo isso e fazem os robôs – Autobots e Decepticons – brotarem na Terra que nem Gremlins depois de um copo d’água. E as crias não poderiam ser mais absurdas: de um robô com barbas (isso mesmo), passando por um robozinho que vira animal de estimação até gêmeos com dente de ouro e que não sabem ler numa menção humorística dos rappers americanos e, diga-se de passagem, bem negativa. E ainda introduzem um personagem novo, o tal Fallen, que fica não se sabe onde e muito menos porque está lá.

O jovem Sam (Shia LaBeouf, o também filho de Indiana Jones) continua pegando Mikaela, interpretada pela mais bela das belas Megan Fox (”Um Louco Apaixonado“) que está no filme apenas para deixá-lo mais bonito e dando esperança para os feios nerds do mundo se darem bem em alguma encarnação. Aliás, ela é a única pessoa que permanece com maquiagem e ainda linda depois de correr por explosões, cair na areia e se meter em fogo cruzado.

A trama de que Sam, ao pegar num pedacinho do cubo, torna-se a chave para encontrar a máquina de energia é tão sem sentido que nem o ator parece acreditar, já que atua de forma ridícula na tela, chegando a ser constrangedora a cena em que ele fica repetindo vários trechos do mesmo diálogo. Os robôs que podiam fazer a diferença como personagens, não o fazem, porque já vemos desde o início que todos são passíveis de ressuscitar, fazendo assim o público não se preocupar com o destino deles. O diretor Michael Bay ainda tem a mania de fazer o mundo acabar sem mostrar sequer um figurante sendo morto (há uma ou duas exceções), dando um ar de artificialidade e tirando a urgência da situação.

De bom, apenas efeitos especiais de cair o queixo e cenas de ação com coreografia um pouco melhor que no primeiro, onde nem sabíamos o que estava acontecendo. Esse novo “Transformers” é um filme feito por e para retardados com um conteúdo sem pé nem cabeça e que, como pior característica, contradiz muito do original, o qual já tinha uma trama sem sentido. Tenta ser sério, mas tem uma veia cômica que quase o torna uma paródia de si mesmo. Mas é daquelas produções onde não adianta dizer pra não ir. Quem gosta de ação vai de qualquer jeito. Azar.

Cotação: ★½☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Shia LaBeouf
Megan Fox
Hugo Weaving
Josh Duhamel
John Turturro
Isabel Lucas
Tyrese Gibson
Matthew Marsden
Samantha Smith
Glenn Morshower
Ramon Rodriguez
Kevin Dunn
Julie White
Michael Papajohn
Rainn Wilson
Frank Welker
Peter Cullen
Mark Ryan
Jess Harnell
Tony Todd

Direção:
Michael Bay

Produção:
Ian Bryce
Tom DeSanto
Lorenzo di Bonaventura
Don Murphy

Fotografia:
Ben Seresin

Trilha Sonora:
Steve Jablonsky

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Expresso Transiberiano (”Transsiberian”, EUA, 2008)

Aldo Alves |

Pitadas de Hitchkock são vistas aqui e ali nesse ótimo suspense sobre um casal em viagem pelo Expresso Transiberiano. Ray (Woody Harrelson de “Sete Vidas“) é um pastor e sua esposa Jesse (Emily Mortimer de “A Pantera Cor de Rosa 2“) é uma ex-viciada e no meio da viagem passam por problemas de relacionamento. Ao conhecer um suspeito casal, uma cadeia de eventos se desenrola e Jesse toma uma decisão errada que afeta a vida de todos. As coisas pioram quando sobe no trem um detetive (Ben Kingsley de “Fatal“) disposto a capturar traficantes de drogas. Revelar mais da história seria estragar a surpresa.

Muito além de uma mera trama envolvendo tráfico, este é um filme sobre pessoas, indo a fundo na personalidade de cada uma a fim de desvendar o motivo que as leva a tomar atitudes auto-destrutivas. Os personagens são muito bem trabalhados, os diálogos são finamente delineados e as atuações, principalmente de Mortimer – a grande protagonista da produção – fazem toda a diferença para que o espectador acredite no que está vendo.

Seu último ato, o qual começa numa tomada espetacular onde Jesse vai na cozinha do trem pegar um chá, culmina num ótimo diálogo entre o casal sobre verdades e mentiras e boas cenas de ação. “Expresso Transiberiano” desponta como um daqueles DVD’s que merecem ser descobertos e que mereciam mais ainda uma chance nos cinemas brasileiros.

Cotação: ★★★★☆


Ficha Técnica

Elenco:
Woody Harrelson
Emily Mortimer
Ben Kingsley
Kate Mara
Eduardo Noriega
Thomas Kretschmann

Direção:
Brad Anderson

Produção:
Julio Fernández

Fotografia:
Xavi Giménez

Trilha Sonora:
Alfonso de Villalonga

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Soul Men (EUA, 2008) ***INÉDITO NO BRASIL***

Aldo Alves | 27-junho-2009

Vamos começar de trás pra frente dessa vez. Este foi o último filme do ator e comediante Bernie Mac de “Treze Homens e um Novo Segredo“, falecido pouco depois da conclusão das filmagens. Isaac Hayes um dos grandes cantores e compositores negros fez uma ponta na produção e também nos deixou logo após. Por isso é importante ver a bela homenagem feita por seus realizadores nos créditos finais, bem melhor do que um simples “In memorium” recorrente nessas situações.

Samuel L. Jackson (”O Vizinho“) e Mac formavam, junto com um vocalista, uma banda de sucesso dos anos 70. Quando este foi para carreira solo, a dupla se separou logo depois devido a diferença de temperamentos. Nos tempos atuais, é anunciada a morte do ex-vocalista e a dupla, já na terceira idade, tem um encontro forçado e viaja pela América aos trancos e barrancos para cantar numa homenagem póstuma.

É um road-movie no melhor estilo das comédias afro-americanas, cuja principal atração se baseia nas personas dos protagonistas, as quais se misturam com o que ambos os atores tem de melhor. A história não tem nenhum momento de originalidade genial, mas há aquele clima de camaradagem que envolve o espectador de tal forma que é como ele fizesse parte dessa trupe. “Soul Men” é uma comédia que, apesar de desbocada, é leve e deve agradar à maioria. Uma boa maneira de dar adeus a duas pessoas que pareciam ser muito queridas pela sua comunidade.

Cotação: ★★★½☆


Ficha Técnica

Elenco:
Samuel L. Jackson
Bernie Mac
Sharon Leal
Adam Herschman
Sean Hayes
Mike Epps
John Legend
Isaac Hayes
Jennifer Coolidge

Direção:
Malcolm D. Lee

Produção:
Charles Castaldi
David T. Friendly
Steve Greener

Fotografia:
Matthew F. Leonetti

Trilha Sonora:
Stanley Clarke

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O Pesadelo 3 (”Boogeyman 3″, EUA, 2009)

Aldo Alves | 25-junho-2009

O que leva um ser pensante a ver Pesadelo 3, sabendo que a primeira parte foi ridícula e a segunda por pouco não escapa do mesmo destino. Não tem desculpa. Mas o Cinecríticas viu, talvez num ritual de auto-flagelação.

Partindo de uma premissa estapafúrdia de que no segundo capítulo, o bicho-papão era quem estava matando a todos (quando sabemos que não era), a filha do médico interpretado por Tobin Bell de “Jogos Mortais 5” descobre um diário contendo passagens sobre a criatura e daí ela aparece para matar todo mundo de acordo com sua conveniência. Lançado direto em DVD (nenhum produtor seria tão louco de lançar essa bomba no cinema), o filme contém efeitos especiais universitários, um elenco mais sem graça que o “Zorra Total” com destaque pra protagonista que parece só saber fazer uma expressão.

Pra fechar, a explicação que ela própria dá ao fenômeno é tão imbecil que vai corar até quem tem preguiça de pensar (começa com a frase “a lenda alimenta a si própria” e é daí pra pior). “Pesadelo 3” é daquelas produções que mostra como chegamos ao fundo do poço fazendo coisas descartáveis e sem sentido, apenas por uns trocados. Saia correndo dessa.

Cotação: ½☆☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Erin Cahill
Kate Maberly
Matt Rippy
Jayne Wisener
Mimi Michaels

Direção:
Gary Jones

Produção:
Andrew D.T. Pfeffer

Fotografia:
Lorenzo Senatore

Trilha Sonora:
Joseph Lo Duca

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