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Drops Cinecríticas - As notícias do mundo do Cinema!

Aldo Alves | 25-Julho-2008

As continuações estão rolando soltas:

- Rococop 4 será dirigido por Darren Aronofsky (Fonte da Vida) e se passará 20 anos depois do fechamento do programa Robocop em Detroid.

- Hairspray 2 será concebido por John Waters, criador da primeira versão de 1988.

- Adam McKay e o ator Will Ferrell já começaram a escrever o roteiro de O Âncora 2, protagonizado por Ferrell. Agora o filme deve se passar nos anos 80.

- A Hora do Pesadelo 8 deve ficar pronto para o aniversário de 25 anos da franquia.

- Mas Sexta Feira 13 parte 11 já está até em produção e já tem foto para divulgação (vide abaixo).

- Transformers 2 já tem até site. É só clicar aqui.

- Jason Statham volta a ser Chev Chelios em Adrenalina 2. Agora seu coração foi substituído por uma máquina que funciona a bateria, é mole?

- Nem a primeira parte estrou no Brasil, mas o mestre do terror George A. Romero já começa em setembro as filmagens de Diary of the Dead 2.

- Outra foto oficial já divulgada é de O Exterminador do Futuro 4 (vide abaixo). O Batman Christian Bale vive um John Connor adulto liderando a raça humana na luta contra a Skynet e seus exterminadores (que agora já são do presente).

- Não contentes com dois, os produtores lançarão em breve, Scooby-Doo 3, seguindo o mesmo caminho do desenho animado, contando como a turminha era quando adolescentes.

- Enquanto os outros mostram fotos de divulgação, Jornada nas Estrelas 11 já tem até cartaz (vide abaixo) e vai contar sobre como as aventuras com a Enterprise começaram. Repare na ótima caracterização de Zachary Quinto como Spock. Ah, e o vilão maquiado é ninguém menos que Eric Bana, de Hulk!

- O Justiceiro 2, já tem trailer! Veja aqui.

- E Tron 2 também! Mas ainda falta disponibilizar. E pensar que Jeff Bridges volta a ser o protagonista depois de 26 anos!

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Entrando Numa Fria Maior Ainda (”Meet the Fockers”, EUA, 2004)

Aldo Alves |

Há apenas uma piada engraçada em “Entrando numa fria maior ainda” e talvez seja o único motivo para se assistir ao filme. Por incrível que pareça, essa piada é involuntária, ou seja, não consta no roteiro: é o encontro de dois dos maiores astros do cinema de todos os tempos, Robert de Niro e Dustin Hoffman. Mas alguém pode contestar: “a piada não só é voluntária, como é o próprio mote do filme“. Explico: o mote do filme é o encontro de duas famílias e, principalmente dois personagens. Porém se os personagens fossem vividos por quaisquer outros atores, o encontro não teria a menor graça.

O pior é que o filme parte de uma premissa bastante coerente para uma continuação (de “Entrando numa fria” feito em 2000), já que Greg (Ben Stiller), antes de seu casamento, logicamente deve levar a família da noiva para conhecer seus pais, Bernard (Dustin Hoffman) e Roz (Barbra Streisand de “O Espelho tem Duas Faces“). Os dois são o oposto da família de Jack (de Niro), já que são naturalistas, anti-América e com a sexualidade a flor da pele. Assim, poderíamos nos deliciar com as várias situações provenientes dessa trama.

Porém, os roteiristas preferiram se concentrar nas mesmas piadas do filme original. Mais uma vez Greg é vítima constante das gafes, tal qual era antes. Aliás, Ben Stiller parece ter esse personagem introspectivo e atrapalhado como seu meio de vida em sua carreira artística, já que ele interpreta a mesma pessoa nesses últimos anos como ator. Mesmo que essas piadas tenham funcionado antes, nessa continuação sempre temos a impressão de já termos visto isso antes. Outra parte da comédia fica por conta dos já manjados animaizinhos de estimação ou bebê que fica irritante a partir da segunda metade da projeção.

Portanto a salvação do filme seria de Niro e Hoffman. E de certa forma é. Mas única e exclusivamente pelas suas personas cinematográficas e não pelos seus personagens. A comédia é que Robert de Niro e Dustin Hoffman parecem estar interpretando a eles mesmos! De Niro com seu jeito carrancudo e Hoffman com seu estilo soft estão tão a vontade que se esquecem de seus personagens, dando até mais graça do que se esperaria. Já Barbra Streisand apesar de estar muito bem, é um tanto subestimada pela direção. Robert de Niro aparenta ter se cansado de desafios preferindo papéis mais fáceis.

Um último e interessante destaque é a participação especial de Owen Wilson (”Starsky & Hutch“) no fim do filme, pois sua química com Stiller sempre é boa. Por sinal parece que quando ambos estão juntos, eles se despem de seus personagens para agir como eles mesmos, tal qual de Niro e Hoffman o fizeram.

Jay Roach, diretor do antecessor e do ótimo “Como se fosse a primeira vez” cometeu um deslize, mas nada que manche sua carreira. Um filme que, por um lado não faz mal a ninguém, mas por outro, não marca em nada o expectador. Pelo menos podemos ver dois grandes astros juntos, mesmo que talvez eles tenham entrado numa fria.

Cotação: ★★☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Robert De Niro
Ben Stiller
Dustin Hoffman
Barbra Streisand
Teri Polo
Owen Wilson

Direção:
Jay Roach

Produção:
Robert De Niro
Jay Roach
Jane Rosenthal

Fotografia:
John Schwartzman

Trilha Sonora:
Randy Newman

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Comédia, Uncategorized
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Robôs (”Robots”, EUA, 2005)

Aldo Alves | 24-Julho-2008

Um filme para toda família, porém ele próprio se segmenta de tal forma a atrair crianças e adultos por motivos diferentes.

Basicamente o que atrai as crianças é a própria história talvez até simplória sobre o robô Rodney (dublado por Ewan McGregor, o Obi-Wan Kenobi de “Star Wars“) que vai à metrópole Robolândia em busca do Grande Soldador (Mel Brooks diretor de “Primavera para Hitler“) para que ele lhe dê um emprego de cientista. Porém ele não sabe que a empresa do Grande Soldador foi tomada por um robô mal chamado Dom Aço (Greg Kinnear de “O Enviado“) que quer ganhar dinheiro acabando com as peças sobressalentes e vendendo apenas peças novas por preços exorbitantes. Então Rodney deve lutar, junto a seus amigos, para resgatar o Grande Soldador e por fim aos planos malignos de Dom Aço. E nessa luta simples do bem contra o mal é que a molecada se deleita.

Já para os adultos, além da história não insultar seu intelecto, o que farão todos se impressionar é a quantidade de detalhes da obra e as inúmeras referências a filmes recentes e passados. Quanto aos detalhes basta citar como os filhos são feitos no mundo dos robôs e como eles crescem no decorrer de sua ‘vida’.

Já nas referências, pra quem assistir a versão dublada, vai boiar em algumas partes. Na versão legendada e uma das melhores referências é quando um robô que não tem voz própria coloca um cartucho de voz e diz, com a voz de James Earl Jones (ninguém menos que a voz de Darth Vader!!!) que “este garoto (Rodney) trará o equilíbrio para a força“.

Talvez o único incômodo, como já foi dito é que as crianças dificilmente conseguirão acompanhar a enxurrada de referências, o que nós adultos sabemos, tira parte do prazer do filme.

Dirigidos pelos mesmos realizadores de “A Era do Gelo“, Chris Wedge e o Brasileiríssimo Carlos Saldanha, “Robôs” tem sua técnica digital bastante superior ao seu antecessor e ainda consegue captar todas as idades, mesmo que cada uma tenha a sua praia dentro do filme. Mas juntando as peças o resultado é compensador.

Cotação: ★★★½☆


Ficha Técnica

Elenco:
Ewan McGregor
Halle Berry
Greg Kinnear
Mel Brooks
Drew Carey
Amanda Bynes
Robin Williams
Jim Broadbent
Jennifer Coolidge
Paul Giamatti
Dan Hedaya
Stanley Tucci
Dianne Wiest
Chris Wedge
Jamie Kennedy

Direção:
Chris Wedge

Produção:
Jerry Davis
William Joyce
John C. Donkin

Trilha Sonora:
John Powell

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Infantil
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Wild Zero (Japão, 2000) ***INÉDITO NO BRASIL***

Aldo Alves |

Imaginem a cena: dois caras que beberam todas ou / e estão chapados de maconha pegam o DVD de Wild Zero para assistir. Talvez essa seja a única situação em que alguém consiga terminar o filme inteiro e ainda gostar.

Essa paródia trash japonesa de filmes de zumbi parece uma mistura de Os Trapalhões com o vídeo clip de Thriller do Michael Jackson. Só que muito piorado. Tudo gira mais ou menos em torno de um suposto asteróide que cai na terra e transforma todo mundo em zumbi. Todo mundo menos os personagens mais canastrões do sistema solar, como o aparente protagonista, um aprendiz de roqueiro fracassado. Os zumbis parecem ter o mal de Alzheimer e dá a impressão de terem sido pintados de lama. Tudo embalado numa trilha sonora rock’n'roll dos anos 80 made in japan por uma banda chamada Guitar Wolf que também participa da produção!

De tão ridículo o expectador deve até soltar umas risadas involuntárias. Especialmente após ver cenas antológicas como uma, digamos, urinada com câmera subjetiva ou até uma descoberta desconcertante após o beijo entre o roqueiro outra personagem. Parece que a única coisa que esse diretor soube filmar em toda essa ‘presepada’ foi explodir as cabeças dos zumbis. E as da platéia também.

Cotação: ½☆☆☆☆


Ficha Técnica

Elenco:
Guitar Wolf
Drum Wolf
Bass Wolf
Masashi Endô
Kwancharu Shitichai

Direção:
Tetsuro Takeuchi

Produção:
Kaichiro Furata
Katsuaki Takemoto

Fotografia:
Motoki Kobayashi

Trilha Sonora:
Guitar Wolf

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Comédia, Terror
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Melhores e Piores de Junho/08 no Cinecríticas!!!

Aldo Alves |

Eu sei que demorou. Mas julho é mês de férias e as coisas ficam mais devagar, certo? Mas antes tarde do que nunca, vamos aos melhores e piores de junho no Cinecríticas!

Por conta dessas merecidas férias vamos colocar apenas os top 5, ok?

Os 5 Melhores:

1. Sangue Negro
2. O Clã das Adagas Voadoras
3. Sex and the City - O Filme
4. Angel-A
5. A Vida é Dura

Os 5 Piores (por ordem de mediocridade):

1. Blade - Trinity
2. Como Roubar um Banco
3. Reencarnação
4. Os Seis Signos da Luz
5. 13º Andar

E aí, quem viu algum desses concorda com a colocação? É só comentar!

Grande abraço!

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Batman - O Cavaleiro das Trevas (”The Dark Knight”, EUA, 2008) ***NOS CINEMAS***

Aldo Alves | 22-Julho-2008

Esqueça todos os filmes de supre-herói. “Batman – O Cavaleiro das Trevas” é a nova referência do gênero. Christopher Nolan aprendeu muito com Sam Raimi – em “O Homem-Aranha” – e conseguiu fazer melhor.

Passando-se um ano após os acontecimentos de “Batman Begins“, encontramos Batman / Bruce Wayne (Christian Bale) numa situação relativamente confortável, já que o crime em Gothan parece ter diminuído, a não ser pelo fato que sua amada, vivida agora por Maggie Gyllenhaal de “As Torres Gêmeas“, agora namora com o novo promotor público da cidade (Aaron Eckhart de “Obrigado por Fumar“), o qual vem fazendo um belíssimo trabalho prendendo integrantes do alto escalão da máfia. Acuada, a máfia recorre a um desconhecido, auto-intitulado Coringa, que promete acabar com o Homem-Morcego.

Daí pra frente o filme massacra o expectador – no bom sentido – de tanta tensão a que ele nos remete. O destaque não podia deixar de ser para o saudoso Heath Ledger (”O Segredo de Brokeback Mountain“) que imprime uma caracterização inédita do Coringa. Algo que chega a ser insano e repulsivo. Mas pra quem pensa que este é um ‘filme de vilão’, engana-se: Bale também está ótimo e Eckhart surpreende como o promotor Harvey Dent e sua trágica transformação no último ato. Enfim, todo o elenco coadjuvante também está em uníssono.

Tanto quanto as desenfreadas cenas de ação perfeitamente orquestradas, os arrebatadores momentos de duelo psicológico entre os personagens também fazem a platéia suar frio com diálogos e atuações irretocáveis. E Nolan se aperfeiçoa ainda mais em tornar toda a narrativa num formato que beira a realidade, fazendo com que a cidade, os personagens e a maquinaria usada por Batman convençam o público que realmente poderia existir.

Com um dos desfechos mais soturnos e coerentes de todos os tempos e longe dos finais felizes como estamos acostumados a ver, “O Cavaleiro das Trevas” pode ser considerado um novo marco dos filmes do gênero. É tudo o que os outros deveriam ter sido, mas não tiveram coragem. De todos os lançamentos do verão de 2008 até agora, este é o filme do ano.

Cotação: ★★★★★


Ficha Técnica

Elenco:
Christian Bale
Michael Caine
Heath Ledger
Gary Oldman
Aaron Eckhart
Maggie Gyllenhall
Morgan Freeman
Eric Roberts
Cillian Murphy
Anthony Michael Hall

Direção:
Christopher Nolan

Produção:
Christopher Nolan
Charles Roven
Emma Thomas

Fotografia:
Wally Pfister

Trilha Sonora:
James Newton Howard
Hans Zimmer

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S.O.S. Saúde (”Sicko”, EUA, 2007) ***INÉDITO NO BRASIL***

Aldo Alves | 17-Julho-2008

Depois dos ótimos “Tiros em Columbine” e “Fahrenheit 11 de Setembro“, o polêmico Michael Moore volta atacando o sistema de saúde americano. Muitos o acusam de ser manipulador. E ele é. Mas se todos os dias, o povo é bombardeado pelo cinismo dos políticos manipulando-nos de todas as formas, porque não deixar um, digamos, representante nosso fazer o mesmo?

E ele faz com maestria. É lógico que ele escolhe casos a dedo, mais ao comparar o sistema americano com o inglês, fracês e, pasmem, cubano, ele dá um um show, revezando entre cenas sarcásticas – como sua passagem por Londres – como dramáticas – quando leva ajudantes do 11/09 que foram esquecidos pelo sistema de saúde americano para serem tratados em Cuba.

Além de algumas cenas de impacto como a confissão dos podres dos planos de saúde nos EUA por uma pessoa de dentro. Também é ótimo fazer as comparações com o que acontece pelo Brasil e sobre como, em outros países, os sistemas governamentais de saúde podem dar certo, ao contrário do nosso SUS. Não é mágica: é competência e honestidade com os impostos do povo. Recomendadíssimo.

Cotação: ★★★★☆


Ficha Técnica

Elenco:
Michael Moore
Reggie Cervantes
John Graham
William Maher
LInda Peeno

Direção:
Michael Moore

Produção:
Michael Moore
Meghan O’Hara

Trilha Sonora:
Erin O’Hara

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