Plano B (“The Back-up Plan”, EUA, 2010) ***NOS CINEMAS***

Genre : , ,

Alguém anda enganando Jennifer Lopez. Alguém anda dizendo que ela faz filmes ótimos e inteligentes e que é pra ela continuar nesse caminho. Porque em toda sua carreira não há um único filme (se não me falha a memória) que ultrapasse a barreira do razoável. E essa sua nova tentativa não é diferente.

Apesar de ter uma interessante abertura evocando as comédias românticas dos anos 50 e 60, logo vemos a protagonista com todos aqueles seus maneirismos típicos de quem não sabe atuar. Ela é Zoe, dona de uma loja de animais de estimação que com uma desculpa furada (ou sem desculpa alguma) decide ser mãe solteira – e imaginar que uma mulher como ela esteja solteira até então é difícil. No momento em que engravida de inseminação artificial, ela conhece Stan (Alex O’Loughlin de “Terror na Antártida“) e o resto do filme se resume em Stan ficar cheio de frescuras por conta da gravidez de Zoe num “termina e volta” tão sacal que até as piadas mais engraçadas (raríssimas) não conseguem empolgar.

Por sinal, a atuação de Alex O’Loughlin merece um capítulo a parte: ele parece um Vladimir Brichta com menos talento e ainda mais afetado pensando que está numa comédia pastelão. Se existe um “deus do prêmio Frambosa de Ouro”, sem dúvida ele será o contemplado. O espectador chega a sentir seus neurônios morrendo um a um a medida que o filme avança.

Com personagens caricatos e roteiro inexistente, “Plano B” parece apenas um veículo para tentar tirar a cantora Jennifer Lopez do ostracismo e promover sua nova música “What is Love?” (não é a toa que quem produz é a Sony, gravadora de Lopez) a qual não parece riscar a superfície das rádios brasileiras. As mulheres talvez tenham um sentimento diferente a respeito, já que a produção se trata de um assunto tão afim que é a gravidez. Mas se elas pensarem bem, verão que “Plano B” está para a inteligência, assim como o anticoncepcional está para gravidez.

[rating:1.5]


Ficha Técnica

Elenco:
Jennifer Lopez
Alex O’Loughlin
Michaela Watkins
Eric Christian Olsen
Noureen DeWulf
Melissa McCarthy
Tom Bosley
Maribeth Monroe
Danneel Harris
Robert Klein
Anthony Anderson

Direção:
Alan Poul

Produção:
TiTodd Black
Jason Blumenthal
Steve Tisch

Fotografia:
Xavier Pérez Grobet

Trilha Sonora:
Stephen Trask

 

3 Comments

Leave us a comment

  • Clayton
    on

    Espera um pouquinho! Vamos ver se eu consigo salvar o conceito desse filme… Primeiro, a comparação certa não seria Wladimir Brichta e sim Marcos Pasquim, pois a escolha do ator tende a mais a para a exposição sem camisa comum a novela das 7. Um ator “menor” me faz pensar que é justamente para não ofuscar o já limitado arsenal de interpretação de J-Lo. Não que ela precise interpretar na minha opinião. O argumento do filme transparece para os homens a idéia de que jamais devemos participar de um parto, só mostraram o lado ruim. Para as mulheres filme é solidário em sua dor, tanto a dificuldade de arrumar um companheiro desejoso pela paternidade quanto ao sofrimento para trazer um filme ao mundo. Cheguei a rir sozinho quando o personagem de Alex se diz preocupado com o dinheiro para o sustento das crianças e a personagem de Jennifer responde que tem um dinheiro guardado, além de ser um texto abaixo da linha da pobreza, remete a imaginarmos que essa grana está nos “fundos” ou na “poupança”. Perdoem o machismo, mas a culpa é do filme. De bom mesmo, de gargalhar siceramente, é a participação de Anthony Anderson e o eu “horrível, horrível, horrível…”. Há comédias melhores na prateleira da locadora.

  • mary pinheiro
    on

    Nossa…………………nao me surpreendi com o filme fraco,surpresa fiquei com o mau humor desses dois comentarios.Voces sao mais amargos que o filme.

  • regina
    on

    O filme é muito ruim. Piadas sem graça e alinhamento de clichês sobre gravidez sem compromisso com a realidade. Muito fraco. Alex O’ Loughlin decepciona de novo. Investem muito nele, o que me admira, já que não é perdoável estar na terceira série televisiva que não passa da primeira temporada. O melhor papel dele até hoje é o detetive- vampiro de Moonlight, onde ele conseguia ter uma intensidade dramática boa. Depois do fim da série ele ainda não acertou a mão. Neste filme ele tenta trazer profundidade a um personagem raso, tão fora de contexto que só mesmo inventado. Ele tenta… mas não consegue.
    Lopez continua em seu caminho de personagens opostas a seu biotipo moreno. Está se especializando em “americanas”, esticando e clareando tanto aquele cabelo que o resultado final é uma aparência photoshop. O talento dela também é, infelizmente, photoshop. Apela para mostrar as formas sempre que a cena exige mais de sua capacidade de atuação. O resultado: não consegue ser nem engraçada nem dramática. No restante, o mau gosto impera, em especial nas cenas com o Ginecologista e na cena do trabalho de parto.
    Na boa, temos comédias nacionais muito melhores.

Leave a Comment

↑ BACK TO THE TOP ↑