Resident Evil 4: Recomeço (“Resident Evil: Afterlife”, EUA, 2010) ***NOS CINEMAS***

Nota mental para o diretor Paul W. S. Anderson: nunca fazer uma continuação de um filme já muito ruim. Excetuando-se os fãs incontestes do jogo que se sujeitam a gravar os mínimos detalhes de tudo o que se passa nesse universo, dificilmente alguém vai lembrar onde Alice (Milla Jovovich) terminou em “Resident Evil 3 – A Extinção“. Muito menos que de repente ela criou clones de si mesma para atacar a sede da Umbrella Corporation no Japão.

Não sabíamos, mas a Umbrella elegeu como presidente um ator saído do Backstreet Boys que é uma espécie de rei tirano imortal. Depois de muita destruição e uma escapada mais absurda do que em “Remo – Desarmado e Perigoso“, ela pára com seu avião teco-teco num presídio cercado pelos zumbis e deve, junto com as pessoas que lá estão, atravessar a cidade pra chegar num navio que pode ser a promessa da salvação.

Os flashbaks são poucos e não ajudam muito ao leigo enteder o contexto do antecessor. O roteiro e a direção têm falhas de continuidade tão grotescas que uma personagem que está toda suja numa cena, no corte para outra senha está limpa e maquiada como se pronta pra ir a um baile. Isso e o fato que a maioria dos personagens parecem ter poderes sobrenaturais… menos na hora em que morrem que se comportam como retardados.

A história (oi?) desta quarta parte, com o ridículo subtítulo “Recomeço“, é uma mera desculpa para encharcar a produção com toneladas de efeitos especiais da melhor qualidade, porém todos chupados escancaradamente de “Matrix“. Tem momentos em que o espectador quase vê o Neo a Trinity e o Morpheus entrando em cena. Contudo não dá pra negar que a ação e a experiência em 3D são os grandes heróis do filme. As seqüências filmadas são anos-luz superiores que no filme anterior e os efeitos bem mais caprichados.

Saiu disso, volta-se à cartilha dos personagens caricatos, tiradas infames no meio do perigo iminente e o fato de que dois minutos após alguém morrer, essa pessoa é completamente esquecida pelo resto do grupo. Nos créditos finais, uma cena atestando que ainda vamos ter a quinta parte e que traz de volta um personagem lá de trás. Pena que provavelmente pouquíssima gente vai lembrar quem é. Quando perguntarem que filme vocês viram no fim de semana, ao invés de dizer “Resident Evil 4 – O Recomeço“, digam apenas que foi um 3D. Dá no mesmo.

[rating:2]


Ficha Técnica

Elenco:
Milla Jovovich
Ali Larter
Wentworth Miller
Sienna Guillory
Spencer Locke
Shawn Roberts
Kim Coates
Sergio Peris-Mencheta
Kacey Barnfield
Norman Yeung

Direção:
Paul W.S. Anderson

Produção:
Paul W.S. Anderson
Jeremy Bolt
Don Carmody
Bernd Eichinger
Samuel Hadida
Robert Kulzer

Fotografia:
Glen MacPherson

Trilha Sonora:
Tomandandy

 

2 Comments

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  • carlos
    on

    lixo de critica

    obvio q feita por alguem q n tem a minima ideia do universo de resident evil.

    filem foi baseado no jogo. os personagems são asim vc queria oq personagems diferentes.

    vai se informar. serio deu nojo ler isso.

  • DanielBz
    on

    Aldo, de todos os filmes da saga RE sem dúvida esse é o melhor. Isso não quer dizer que a saga no geral eh boa. Mas o diferencial desse filme é que é o único baseado realmente em um jogo. Os personagens Cris e sua irmã e o vilão chefão são todos baseados no Jogo REsident Evil 5 sendo que a historia desse game é na africa. O vilão e seus poderes estão perfeitamente iguais ao do jogo. O filme vale a nota que você deu. Eu não tive saco para assiste o 4 e achei o 3 muito estranho essa personagem ALICE que inventaram para o filme, particularmente eu acho ridiculo e não tem nada haver com a Saga dos jogos. Foi criado somente para enriquecer Mila Jovovich ( nada contra ela, acho-a sensacional como atriz ) e para criar uma historia sem fim ao filme porque ela morre, ressucita, si clonifica fica com super poderes. Só falta ela voar. Si o filme tivesse seguido pelo menos a historia dos livros da saga do RE escrito por PERRY S.D. Teria tido melhor desempenho em relação a roteiro e historia. Filme era para ser de TERROR com sustos de verdade como no Jogo e uma historia de misterio que tivesse inicio meio e fim.

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