Army of the Dead: Invasão em Las Vegas (“Army of the Dead”)

Chegou o pipocão da Netflix com ação tão eletrizante quanto seus clichês. Numa Las Vegas anos sitiada por conta de um surto zumbi, Dave Bautista de “O Sequestro do Ônibus 657” é Scott, ex fuxileiro que monta um grupo de para se infiltrar num dos cassinos e roubar milhões de dólares a mando de um poderoso empresário, tudo isso sem serem mortos pelos zumbis.

Depois de finalizar sua “Liga da Justiça”, Zack Snyder quis imprimir um ar próprio e peculiar que logo se nota na excelente sequência de abertura ao som de Elvis Presley. A partir daí a trama é plana e fica por conta de épicas cenas com efeitos especiais sensacionais, bom humor e a dinâmica entre os personagens.

O que vale mesmo é a ação: com requintes de violência e crueldade, as mortes são detalhadamente brutas e sem poupar muitos dos mocinhos. Inclusive conseguem um desenvolvimento razoável pelo menos da maioria dos personagens, para que não sejam apensa “carne de açougue” nas suas cenas cruciais. É um avanço.

Só que a história é muito óbvia, com pouquíssimas variações do que já foi visto antes e ainda caem em lugares comuns incômodos, por exemplo, cena dos zumbis hibernando é uma xerox de várias outras produções. O que mais dói são as decisões que o roteiro toma, como a subtrama do resgate de três mexicanas pela filha de Scott, a qual é um absurdo só por existir e faz toda a diferença no resultado dos personagens. Principalmente quando este resultado é a destruição total do plano e várias mortes em troca de quase nada, o que não era nem para ter sido cogitado. A partir daí qualquer orientação racional vai pelo ralo e desligar o cérebro é o melhor aproveitamento para os delírios visuais seguintes.

A maneira como os realizadores quiseram tentar um braço de continuação no final não confere com a lógica do filme e serve apenas para se tornar mais uma franquia caça-níqueis. “Army of the Dead” é só diversão, mas que vai incomodando cada vez aa inteligência do espectador mais rumo a um final genérico.

Curiosidades:

– Quase todas as câmeras usadas no filme são do próprio diretor Zack Synder.
– Tudo ao redor do elenco que não era tocado por eles, foram efeitos digitais, totalizando 1.136 tomadas de efeitos especiais.
– Quando o time entra em Las Vegas é possível ver um caminhão com a marca “Wayne” como um vínculo para o universo DC.
– Também o zumbi rei tem uma cicatriz idêntica a de Darkseid e veste um capacete que lembra o do Batman.
– No início do filme, dois soldados conversam sobre o que pode ter de segredo na carga que eles carregam e um deles cita o artefato chave do filme Indiana Jones e “Os Caçadores da Arca Perdida”. O outro também cita o Santo Graal, que esteve presente em “Indiana Jones e a Última Cruzada”.
– O nome do cofre é Gotterdammerung e é devido a uma ópera. Quando o nome do cofre é citado ou ele aparece em cena, é a ópera que toca na trilha.
– Foram usados 500 caça níqueis de mentira + 2.500 esqueletos de mentira para o filme.
– Só a introdução do filme que demora 14 minutos demorou 5 semanas para ser filmada.
– Na entrada do cofre é possível ver 5 caixas redondas com rolos de filme dentro. É o Synder Cut da “Liga da Justiça”.
– A primeira cena do ataque do zumbi rei aos dois soldados é uma reprodução visual e de diálogos de uma cena do clássico “Um Lobisomem Americano em Londres”.

Ficha Técnica

Elenco:
Dave Bautista
Ella Purnell
Omari Hardwick
Ana de la Reguera
Theo Rossi
Matthias Schweighöfer
Nora Arnezeder
Hiroyuki Sanada
Garret Dillahunt
Tig Notaro
Raúl Castillo
Huma Qureshi
Samantha Win
Richard Cetrone
Michael Cassidy
Steve Corona
Chelsea Edmundson

Direção:
Zack Snyder

Produção:
Wesley Coller
Deborah Snyder
Zack Snyder

Fotografia:
Zack Snyder

Trilha Sonora:
Junkie XL

 

1 Comment

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  • Clayton
    on

    Perfeito resumo da Obra, Aldo. Vou acrescentar apenas o meu destaque para a brilhante participação de Tig Notaro (piloto Marianne Peters, simplesmente roubou todas as cenas das quais participou.

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