Caça às Bruxas (“Season of the Witch”, EUA, 2010) ***NOS CINEMAS***

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Nicolas Cage é uma máquina de protagonizar filmes. Enquanto normalmente vemos grandes atores fazerem papéis principais em um filme por ano, Cage tira de letra três a quatro filmes anualmente. Professor contra o fim do mundo, policial viciado, super-herói, assassino profissional, pseudo Indiana Jones e até feiticeiro Cage encara. Aliás, ele ataca dos personagens mais variados como celebridades atacam de DJ. Então não é surpresa que agora ele seja um cavaleiro na época das cruzadas.

Dirigido por Dominic Sena de “Terror na Antártida” e que já trabalhou com Cage no péssimo “60 Segundos“, a produção tem uma premissa meio difícil de engolir: enquanto naquela época todo mundo queimava as bruxas, a igreja decide levar uma suposta bruxa em particular (a gracinha ainda desconhecida por aqui Claire Foy) para um mosteiro onde (também) supostamente, os monges teriam uma forma de quebrar um feitiço que ela haveria jogado para que todo o reino declinasse com a peste. Cage é Behman, um cavaleiro renegado que junto com seu melhor amigo Felson (Ron Perlman de “Eu Vendo os Mortos“) lideram um pequeno grupo incumbido da missão. Claro que o grupo vai comer o pão que o diabo, ou melhor, que a bruxa amassou.

Ok, engolindo a trama, o espectador vai ter que engolir mais algumas coisinhas típicas de Hollywood: Behman e Falson são a versão medieval das duplas policiais dos filmes americanos, inclusive com um diálogo tão contemporâneo que não dá pra não achar um pouco de graça. Finalmente com a platéia relevando todas essas questões, dá pra dizer que a obra cumpre sua missão. Meio terror, meio ação, meio cheio de clichês e tiradas humorísticas que nada tem a ver com o contexto “Caça às Bruxas” é entretenimento puro, daqueles que, mesmo descerebrado não chega a insultar a inteligência da platéia (chega perto).

Efeitos especiais bem eficientes com destaque para o vintage de batalhas épicas medievais no primeiro ato e o demônio encorpado no final dão o tom de aventura necessário para que a narrativa não caísse na mesmice. Esse é mais um enlatado americano com todos os critérios de manufatura que, como tal, deve ser preenchido. O ‘algo mais’ talvez seja o bom gosto que Sena teve a certando na química do elenco e contratando o canastrão mais gente boa de Hollywood, Nicolas Cage.

[rating:3]


Ficha Técnica

Elenco:
Nicolas Cage
Ron Perlman
Stephen Campbell Moore
Stephen Graham
Ulrich Thomsen
Claire Foy
Robbie Sheehan
Christopher Lee

Direção:
Dominic Sena

Produção:
Alex Gartner
Charles Roven

Fotografia:
Amir Mokri

Trilha Sonora:
Atli Orvarsson

 

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