A Face do Mal (“Haunt”)

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Director :
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Release Date : 2013

Família se muda para uma casa onde uma tragédia sobrenatural acontecera anos antes. Logicamente isso vai se repetir. Os fenômenos se intensificam quando o filho Evan (Harrison Gilbertson de “Need For Speed”) conhece a vizinha Sam (a delícia Liana Liberato de “Perseguição Implacável”) e encontram um antigo aparelho que pode se comunicar com os mortos.

Como a maioria dos filmes do gênero, o objetivo dos heróis é a) descobrir a origem do mal e b) saber como pará-lo. Na parte em que não é necessário se preocupar com a história, isto é, o terror pelo terror, a produção até se sai bem: bons e econômicos sustos, boa maquiagem, edição sonora bem desenhada, entre outros pequenos aspectos que produzem os efeitos audiovisuais que esse tipo de produção tem que ter.

Mas na hora em que alguém para pra analisar o roteiro, chega-se quase a um desastre: primeiramente o espectador com o mínimo de atenção vai sacar rapidamente o que aconteceu (responde a questão ‘a’) e na hora que o filme resolve expor graficamente, quase que desenhando o que houve, o público já está anos luz à frente. E após a descoberta se percebe todas as crateras no roteiro: porque Evan possuído tenta agredir Sam, indo totalmente contra a lógica do contexto, uma vez que já se sabe a origem do mal? Qual culpa a nova família tem? Porque aquele desfecho se ele não resolve as questões pendentes do espírito? Essas perguntas podem até ter respostas, as quais vou tentar desenvolver ao fim dessa crítica, porém contem SPOILERS e o leitor deverá passar o mouse sobre o texto para poder ler.

Assim, por mais que haja respostas ou pelo menos suposições, “A Face do Mal” traça o esquisito caminho de expor o óbvio e esconder justamente o que deveria ser melhor explicado, deixando um gosto ruim de insatisfação na platéia.

Prováveis respostas (CONTÉM SPOILERS) – Passe o mouse para ler:

1) Qual culpa a nova família tem?
R: Apenas duas explicações plausíveis: ou o espírito é retardado (ou quem escreveu o roteiro) ou a nova família tem a configuração de filhos idêntica à família anterior e daí o espírito pode ser míope e ter se confundido.

2) Porque Evan possuído tenta agredir Sam?
R: Essa não tem resposta. Sam é a filha do espírito e não há explicação no mundo que justifique a cena (a não ser que o espírito além de míope, tenha astigmatismo).

3) Porque aquele desfecho se ele não resolve as questões pendentes do espírito?
R: Isso pode remeter à primeira questão, pois Evan se parece com o filho que já fora morto antes. O engraçado é que os espíritos de todos os mortos vagueiam pela casa, mas o espírito principal (amante do marido e mãe de Sam) parece só se interessar por quem está vivo. Também chama atenção o fato do espírito não perceber a consequência que é Sam ser presa, prejudicando a si e à sua filha.

4) Agora vem a principal pergunta e que não poderia constar na crítica (passe o mouse): Porque o espírito da amante do marido da família antiga mata todos os membros da família menos sua assassina (a esposa) e deixa ela ainda pra contar a história?
R: Uma explicação plausível (e que se for isso deveria ter sido explicitada) é que o espírito quis que a assassina sentisse a dor de ver todos os seus entes queridos sendo mortos sem poder fazer nada a respeito e daí viver com a culpa. Só que o roteiro foi tão mal escrito que o tiro saiu pela culatra: em nenhum momento a personagem demonstra arrependimento. Pelo contrário: ao fim, sua narrativa parece apenas de conformismo com toques de um prazer de ter feito a coisa certa. Vá entender…

Ficha Técnica

Elenco:
Harrison Gilbertson
Liana Liberato
Jacki Weaver
Ione Skye
Brian Wimmer
Danielle Chuchran
Ella Harris
Carl Hadra
Sebastian Michael Barr
Brooke Kelly
Maggie Scott
Jan Broberg
Aline Andrade

Direção:
Mac Carter

Produção:
Paul Hanson
Anton Lessine
Will Rowbotham
Steven Schneider
Sasha Shapiro

Fotografia:
Adam Marsden

Trilha Sonora:
Reinhold Heil

 

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