Wolverine (“X-Men Origins: Wolverine”, EUA, 2009) ***NOS CINEMAS***

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Existem dois prismas na hora de analisar o spin off the X-Men que conta a história de Logan, mais conhecido como Wolverine, o mutante que tem o poder de cura e tem um esqueleto revestido de adamantium, o metal inquebrável mais poderoso do planeta, interpretado por Hugh Jackman de “A Lista“.

O primeiro prisma é na pura visão dos fãs da história. Sem dúvida, eles irão se deliciar acompanhando o jovem Logan ainda criança, passando por diversas guerras, participando do grupo Arma X na primeira aparição de William Striker (Danny Houston de “30 Dias de Noite” e mais tarde, em “X-Men 2“, vivido por Brian Cox de “O Ultimato Bourne“), revendo conhecidos mutantes como Gambit (Taylor Kitsch de “O Pacto“) e, principalmente se surpreendendo com personagens já conhecidos da série presentes aqui. E ainda conta com uma abertura de cair o queixo. Deve ser um baita presente de Natal antes do Natal.

Por outro lado, há a visão mais analítica do filme em si. Quem esperava ter algo da mesma proporção da série X-Men, dirigida pelos ótimos Brian Singer (os dois primeiros) e Brett Ratner (o terceiro) vai se decepcionar. Primeiro porque involuntariamente “Wolverine” mostra uma visão mais intimista, sem a ação ininterrupta e com algumas quebras de ritmo e longe de assumir a grandiosidade de um arrasa quarteirão, mesmo com os efeitos especiais de ponta. O diretor Gavin Hood (“O Suspeito“) ainda comete a terrível falha presentes em vários enlatados americanos de colocar pitadas de humor nas horas mais impróprias.

Agora o que todos irão sentir é a distorção do personagem de Victor Creed, o Dentes de Sabre, interpretado aqui por Liev Schreiber (“Amor nos Tempos de Cólera“), enquanto que no primeiro filme do X-Men, ele está na pele do ator Tyler Mane (o Michael Myers da nova versão de “Halloween“) e sua maquiagem o faz bem mais fiel aos quadrinhos. Chega a ser quase inconcebível que nas últimas lutas Wolverine consiga derrotá-lo ta facilmente. O pior é que se Hood investisse mais uns cinco minutinhos na trama, seria possível fazer ma metamorfose no personagem sem deixar essa ponta solta.

Pra melhorar, são acalentadoras as homenagens que “Wolverine” presta a “Whatchmen – O Filme” (a cena de Creed no bar) e “Superman” (nesta inclusive, são várias cenas de analogia). A dica é para assistir essa produção sem medo, mas também sem grandes expectativas. No final dá tudo certo. Ah e ainda há três cenas extras no meio dos créditos e no fim. Essa do fim na verdade são duas, mas que foram distribuídas em copias diferentes.

[rating:3]


Ficha Técnica

Elenco:
Hugh Jackman
Liev Schreiber
Danny Huston
Lynn Collins
Ryan Reynolds
Taylor Kitsch
will.i.am
Dominic Monaghan
Daniel Henney
Scott Adkins
Julia Blake
Max Cullen
Kevin Durand
Tim Pocock

Direção:
Gavin Hood

Produção:
Hugh Jackman
John Palermo
Lauren Shuler-Donner
Ralph Winter

Fotografia:
Donald M. McAlpine

Trilha Sonora:
Harry Gregson-Williams

 

1 Comment

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  • Clayton
    on

    Missão ingrata realizar um filme sobre o mais idolatrado dos X-MEN. Precisa ser um blockbuster como todos os clichês necessários para continuações, e não pode desagradar aos fãs sob pena de justamente não ocorrerem novas continuações. Wolverine fica no meio do caminho com um gosto de poderia ter sido melhor mas que ninguém vai pedir o dinheiro de volta, ou torcer o nariz para uma continuação. Hugh Jackman É o Wolverine e ponto. Ryan Reinolds entrou com carisma, mas foi sub aproveitado no início e completamente descaracterizado no final, e quem conhece DEADPOOL nos quadrinhos deve ter ficado fulo, mas vai ganhar filme próprio em breve, e talvez, eu escrevi, talvez, corrigir esta sub utilização. Dentes de Sabre ganha uma nova “presença” na vida de Logan, eu particularmente não gostei, e achei fraca a explicação para a perda de memória da “Arma X”. GAMBIT é muito mas cínico do que o apresentado, então faltou o devido cuidado ao seu personagem, mas isto parece não ser culpa do ator que aparentemente está bem escalado. Tirando isto, o restante está divertido e com os efeitos especiais em dia. Apesar de todas as minhas reservas a abordagem ao personagem DEADPOOL, a coreografia da luta final é excelente, inclusive o desmoronamento. O que poderia faltar de alma ao filme foi corrigida por Jackman e aproxima o personagem de maneira assombrosa a intepestividade vista no quadrinhos. Como fã fiquei feliz pela existência do filme, mas sinceramente, esperava algo que me deixasse fascinado, mas não foi dessa vez. Vou a banca,

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